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Atualmente, o Maranguapinho bombeia 200 litros de água por segundo para abastecer Maranguape e os distritos de Sapupara e Amanari (Foto: Cid Barbosa)

Maranguapinho é o primeiro reservatório da RMF a sangrar.

Cogerh estuda aumentar o bombeamento de água do reservatório para Maranguape e distritos.

06/03/2017

Após contabilizar um volume de chuvas que superou em pouco mais de 30% a média histórica para o mês de fevereiro, o cearense encerrou a primeira semana de março com dois belos registros: a sangria dos açudes Maranguapinho, em Maranguape; e o Caldeirões, em Saboeiro. Primeiro reservatório da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) a transbordar, o Maranguapinho tem despejado água pelo centro da barragem desde a tarde do último sábado (4), e já está sendo cotado para abastecer uma região maior do que a atual.

Segundo a diretora de operações da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Débora Rios, mesmo fornecendo, desde novembro do ano passado, 200 litros de água por segundo para suprir o município de Maranguape e os distritos de Sapupara e Amanari, por meio de uma adutora de montagem rápida (AMR), a sangria do açude neste período acontece porque aquela é uma região boa de recarga. "Estamos trabalhando em parceria com a Defesa Civil e o Ministério da Integração Nacional em um plano com várias metas, e uma delas é aumentar para 400 litros por segundo essa vazão", adianta Débora.

Com o aumento da vazão, mais regiões poderão ser beneficiadas com as águas do Maranguapinho. "O abastecimento daquela região fica mais garantido, estabilizado", completou a diretora de operações. Durante todo o domingo, muitos moradores das proximidades foram até o local para registrar a sangria do açude, que tem capacidade de armazenar 9,35 milhões de m³.

Cheia em Saboeiro

O açude Caldeirões, no município de Saboeiro, na região do Alto Jaguaribe, foi o primeiro que sangrou neste ano. Com capacidade de armazenamento de 1,13 milhão de metros cúbicos, o reservatório transbordou por volta do dia 15 de fevereiro.

Apesar do volume de chuvas que tem chamado atenção dos cearenses e do aumento do nível de alguns açudes, os 153 reservatórios monitorados pela Cogerh ainda operam em baixa capacidade: somam apenas 6,7% da capacidade.

Entre as 12 bacias hidrográficas do Estado, a do Coreaú é que armazena o maior volume (32,68%), seguida pela do Litoral (30,74%). A Metropolitana ocupa a terceira posição (11,39%). Depois do Maranguapinho, os reservatórios da RMF com maior percentual de volume armazenado são o Açude Gavião, em Pacatuba, que está com 87,94% da capacidade; o Tijuquinha, em Baturité, com 67,44%; e o Cauhipe, em Caucaia, com 41,74%.

Balanço das chuvas

Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a previsão de chuvas para março, abril e maio é de precipitações em torno da média histórica. Em fevereiro, o volume acumulado de chuvas foi de 157.2 milímetros, o que equivale a 32,8% a mais do que o previsto para o período. Essa quantidade, segundo a Funceme, foi a terceira maior para o mês em dez anos. No comparativo com as precipitações do ano passado, as chuvas do último mês triplicaram.

Já em março, o total de chuvas registrado até domingo foi de 57,6 milímetros, e as maiores precipitações foram em Itaiçaba (177,6 milímetros), Fortim (165 milímetros) e Beberibe (164 milímetros). Em todo o Estado, a média histórica para o mês de março é de 203,4 milímetros. No ano passado, as precipitações para o referido mês alcançaram apenas 129,4 milímetros, 36,4% abaixo da média registrada para o período.