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Sarah viajou durante o período de Carnaval. (Foto: Reprodução)

Cearense será um dos brasileiros que estudarão Medicina na Rússia em 2017.

Sarah de Paula Benevides cursará a Universidade Médica Estatal de Kursk. Custos financeiros são mais baratos que no Brasil.

06/03/2017

A chance de poder realizar o sonho profissional não é uma oportunidade que aparece para todos, ainda mais quando ela acontece no exterior. No último sábado (18), a cearense Sarah de Paula Benevides, de 22 anos, viajou para a Rússia para estudar Medicina na Universidade Médica Estatal de Kursk.

A estudante, que reside em Fortaleza, já se aventurava há algum tempo pelo mundo acadêmico quando decidiu realizar a graduação no continente europeu. “Cursei Administração por um período, mas era o curso de Medicina que desejava. É um sonho que eu tenho desde criança, pois sempre quis ajudar e curar as pessoas”, afirma.

Focada, a estudante não vê a hora de iniciar os estudos e se tornar médica. “Pelo que ouvi, o ensino é bem puxado, não pode faltar nas aulas e tem que estudar para valer. Está na hora de encarar a realidade. Não faz sentido eu gastar o dinheiro da minha mãe para apenas me divertir do outro lado do mundo”, analisa.

Baixo custo

O desejo de Sarah de poder ser uma médica, com formação fora do Brasil, não é um sonho tão difícil de ser realizado quando o assunto se trata de custos financeiros. Conforme a cearense, por conta dos altos valores dos cursos de Medicina no Brasil, cursar uma graduação na Rússia se torna, apesar da moeda, mais barato.

“Passei em duas faculdades aqui, mas estavam muito caras. Um amigo meu me falou sobre a oportunidade de estudar na Rússia e logo achei a Aliança. Resolvi mergulhar de cabeça e ir pra lá. Meu pai achou um absurdo. Meu irmão disse que eu estava desequilibrada e minha mãe ficou sem reação. Mas depois de algum tempo eles aceitaram”, conta.

Segundo a Aliança Russa, representante das universidades russas no Brasil, o governo local subsidia os alunos estrangeiros que vão para o país estudar, o que diminui consideravelmente os custos. O semestre sai por aproximadamente US$ 3.100, incluindo hospedagem e seguro médico. Valor muito inferior ao cobrado no Brasil.

Ao voltar para o país, o estudante submete o diploma ao processo de reconhecimento em uma universidade brasileira, procedimento padrão para qualquer estudante que faça graduação em centros de ensino estrangeiros.

Para Sarah, o apoio da Aliança Russa foi essencial nesse processo. “O trabalho da Aliança consiste na seleção dos candidatos, no processo de orientação da faculdade, no recolhimento da documentação necessária para permanência legal do estudante na Rússia, na obtenção da vaga, inscrição na universidade e na assessoria durante a viagem. Isso foi muito importante para mim”, disse.

Em 2016, cerca de 80% dos formandos passaram de primeira no Revalida, principal sistema de revalidação para os cursos de medicina. Desde 2010, o chamado Diploma Único de Estudos Superiores da Europa, do qual a Rússia faz parte, passou a valer conforme o Tratado de Bolonha. Seu objetivo é facilitar a mobilidade dos estudantes e profissionais do ensino superior da Europa.

Após todo o processo, Sarah garante que só lhe resta se esforçar. “Sei que não vai ser um mar de rosas. Mas por outro lado preciso pensar o quão maravilhoso é ter essa oportunidade. Sempre quis vencer na vida e agora não será diferente”, finaliza.