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Em 2017, os produtos semimanufaturados de ferro e aço respondem por quase metade das exportações do Estado. Os calçados de borracha também possuem posição de destaque (Foto: Helene Santos/Cid Barbosa)

Balança do CE tem superávit de US$ 48,4 mi; maior desde 2014.

As exportações do Estado no segundo mês do ano somaram US$ 175,3 milhões, aumento de 12,08%

10/03/2017

Em fevereiro, a balança comercial do Ceará apresentou o maior superávit mensal desde junho de 2014 e o primeiro resultado positivo desde novembro do ano passado, somando US$ 48,4 milhões. No mês, o Estado exportou US$ 175,3 milhões, volume 12,08% superior ao de janeiro, e importou US$ 126,9 milhões, 37,55% a menos do que no mês anterior. O valor exportado em fevereiro foi 116,75% superior ao do mesmo mês do ano passado. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

No acumulado de janeiro e fevereiro, o Estado exportou US$ 331,8 milhões, 109,3% superior ao do mesmo período do ano passado, e importou US$ 330,2 milhões, 14,52% a mais do que nos dois primeiros meses de 2016, registrando um superávit de US$ 1,5 milhão.

O economista e consultor internacional Alcântara Macêdo, diz que o resultado positivo de fevereiro reflete, sobretudo, o crescimento das exportações de placas de aço pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e que a tendência é de que o Estado passe a apresentar cada vez mais superávits, conforme a siderúrgica vá aumentando sua produção e outras empresas se instalem na Zona de Processamento de Exportações (ZPE).

"Considerando que a ZPE está se expandindo, com as empresas da área de granito, por exemplo, e que a siderúrgica, que comercializa toda sua produção no mercado internacional, ainda não entrou em funcionamento pleno, não tenho dúvida de que a balança comercial do Ceará vá ter vários superávits. Elevados superávits", diz Macêdo. O economista diz ainda que quando a CSP estiver em funcionamento pleno as exportações do Estado vão mais do que dobrar.

A última vez que o Ceará apresentou um resultado positivo anual na balança comercial foi em 2005, quando registrou saldo de US$ 345 milhões. No ano passado, o déficit foi de US$ 2,1 bilhões, 33,5% acima do registrado em 2015.

Principais produtos

No acumulado de janeiro a fevereiro os produtos semimanufaturados de ferro e aço, principal item da pauta cearense, foram responsáveis por 49,80% das exportações do Estado, somando R$ 165,2 milhões. Em seguida aparecem Gás Natural Liquefeito (US$ 21,1 milhões); Calçados de borracha (US$ 17,1 milhões); Castanha de caju (US$ 17,1 milhões); e Outros calçados (US$ 10,3 milhões).

"O setor de calçados também tem uma importante muito grande para o Estado, se não tivéssemos os calçados e a CSP, certamente a nossa balança seria deficitária", diz Macêdo. "Porque outros setores, como o de camarão e o têxtil, por exemplo, têm sido muito sacrificados".

Do volume total das exportações por fator agregado, US$ 162,2 milhões foram de produtos industrializados, US$ 122,9 milhões de produtos semimanufaturados, US$ 39,2 milhões de manufaturados, e US$ 11,9 de produtos básicos.

Destinos

No acumulado de janeiro e fevereiro, o principal destino das exportações cearenses foram os Estados Unidos, para onde foram enviados US$ 60,8 milhões em produtos, o equivalente a 18,34% do total exportado pelo Estado. Em seguida aparecem a Turquia (US$ 54,2 milhões); Itália (US$ 38,2 milhões); Tailândia (US$ 22,2 milhões); e Índia (US$ 21,4 milhões).

Importações

Nos dois primeiros meses do ano, o produto mais importado pelo Ceará foi a hulha betuminosa, não aglomerada, que movimentou US$ 102,3 milhões, o que representa 31,0% do total. Na sequência aparecem outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura (US$ 26,8 milhões); outras hulhas, mesmo em pó, mas não aglomeradas (US$ 12,8 milhões); outros tipos de algodão não cardado nem penteado (US$ 12,1 milhões); e milho em grão, exceto para semeadura (US$ 10,5 milhões).

Do total importado pelo Estado, US$ 63,8 milhões saíram da China, o equivalente a 19,3% das importações cearense. Em seguida aparecem a Colômbia (US$ 53,9 milhões); Austrália (US$ 42,1 milhões); Estados Unidos (US$ 36,9 milhões); e Argentina (US$ 34,6 milhões).