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No quarto trimestre do ano passado, a empresa registrou lucro de R$ 2,5 bilhões, provocado pelo aumento das exportações de petróleo e redução das despesas (Foto: Reprodução)

Petrobras tem prejuízo de R$ 14,8 bi em 2016.

Resultado positivo no último trimestre foi insuficiente para cobrir o rombo acumulado nos meses anteriores.

22/03/2017

Rio. Ainda sob forte impacto das baixas contábeis feitas ao longo do ano, a Petrobras fechou 2016 com prejuízo de R$ 14,824 bilhões. Foi o terceiro ano seguido com perdas bilionárias em seu balanço - em 2015, o prejuízo foi de R$ 34,836 bilhões. Em 2014, as perdas somaram R$ 21,6 bilhões.

Em comunicado, a Petrobras atribuiu o novo prejuízo "em função, principalmente, do impairment" (reavaliação de ativos da companhia e de investimentos), no valor total de R$ 20,89 bilhões. Na prática, a estatal reconheceu que seus ativos valem menos e lançou isso em seus balanços financeiros.

No quarto trimestre de 2016, a empresa registrou lucro de R$ 2,510 bilhões, provocado pelo aumento das exportações de petróleo e redução das despesas financeiras. O resultado, porém, foi insuficiente para reverter as perdas de R$ 17,334 bilhões acumuladas nos primeiros nove meses do ano. No terceiro trimestre de 2016, a empresa havia anunciado baixas contábeis de R$ 15,7 bilhões, referentes a efeitos do aumento do risco país, do câmbio e da postergação de alguns projetos.

O presidente da estatal, Pedro Parente, defendeu que a empresa vem apresentando evolução em seu desempenho operacional, mas que ainda não pode perder o foco em medidas para reduzir o elevado endividamento.

"Pelo sétimo trimestre seguido, apresentamos um fluxo de caixa livre (isto é, a empresa gerou mais dinheiro do que gastou", disse. No trimestre, o fluxo de caixa livre foi de R$ 11,953 bilhões. No acumulado do ano, foram R$ 41,572 bilhões.

Produção

Parente citou, entre os avanços, o recorde na produção de petróleo no País, de 2,144 milhões de barris por dia, e o fato de a empresa ter se tornado, ao final do ano, exportadora líquida de petróleo e derivados - o que significa que a empresa vendeu no exterior um volume maior do que comprou. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros e impostos) foi de R$ 88,693 bilhões, contra R$ 73,859 bilhões no ano anterior.

Dívida

Beneficiada pela valorização do real frente ao dólar e por pagamentos antecipados de empréstimos, a dívida líquida da companhia caiu de R$ 391,962 bilhões, ao fim de 2015, para R$ 314,120 bilhões. Em dólares, caiu de US$ 100,425 para US$ 96,381 bilhões. A Petrobras fechou 2016 com uma receita de R$ 282,589 bilhões, queda de 12% com relação aos R$ 321,638 registrados em 2015.