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Atualmente, no Estado, a produção é de cinco milhões de ovos por dia e de quatro milhões de quilos de frango por semana (Foto: Reprodução)

Operação Carne Fraca: Mercado de frango do Ceará não foi impactado.

Representantes do setor afirmam que ainda é cedo para avaliar se o consumo do produto terá aumento no Estado.

22/03/2017

Ainda é muito cedo para fazer uma avaliação se o consumo de frango deve aumentar em consequência da crise nacional da carne instalada no País, após a Operação Carne Fraca da Polícia Federal, afirma o presidente da Associação Cearense de Avicultura (Aceav), João Jorge Reis. "Esta situação que se impôs na Operação Carne Fraca atinge também a cadeia produtiva de frango. Estamos aguardando os acontecimentos", declara.

Atualmente, no Estado, a produção é de 5 milhões de ovos por dia e 4 milhões de quilos de frango por semana. Mas o Ceará ainda importa o mesmo volume produzido de frangos do Centro-Sul. "Nós, consumidores, não vimos nenhuma notícia de ninguém falar de passar mal por conta que comeu carne. São problemas localizados de alguns frigoríficos e não no Ceará", diz.

Em relação aos valores de ovos e aves, Reis informa que o poder aquisitivo do consumidor tem mantido a estabilização dos preços com pequenas variações. "Esperamos um decréscimo no preço, devido à safra de grãos, mas não temos como falar do percentual de redução. Estamos no início da colheita da safra brasileira e vamos aguardar o comportamento do mercado e aguardar até junho e julho para ter uma resposta", afirma.


Presidente da Aceav: João Jorge Reis (Foto: Reprodução)

Produção

Os principais polos avicultores estão localizados na Grande Fortaleza, em cidades como Aquiraz e Maranguape, e, ainda, no Interior, em municípios como Quixadá, Quixeramobim e Ubajara. A geração de empregos chega a 10 mil vagas diretas e cerca de 30 mil indiretas.

O mercado está estável e toda a produção de ovos é consumida no Ceará. O presidente do Aceav comenta que houve um pequeno acréscimo no valor do produto no último ano. "Houve acréscimo (no preço) de 5% nos últimos 12 meses, devido à maior procura, principalmente neste período quaresma e, também, pelo repasse de custos", diz.

Frango

Já a produção de frango registrou uma queda em virtude dos altos custos na aquisição de insumos, como o milho e a soja. Este frango, de abate na hora, vai para as avícolas. Os supermercados recebem o frango resfriado de conservação rápida. Segundo Reis, esta produção, 4 mil quilos por semana, é toda para consumo interno e só atende 50%. "O restante vem de outros locais, como Centro-Sul. O frango já vem em corte e congelado, diferente do nosso frango que é abatido na hora", explica.

Competitividade

Na opinião do presidente da Aceav, os preços são competitivos porque o consumidor paga baseado na média de mercado que, hoje, é de R$ 8 reais o quilo do frango abatido na hora. "Este valor tem se mantido. E este frango tem melhor qualidade, não leva gelo, é só carne mesmo. A vantagem é que não tem introdução de gelo, nem mesmo os 8% que são permitidos pela fiscalização", diz.

Vantagem

"O frango abatido na hora tem melhor qualidade. A vantagem é que não tem introdução de gelo, nem mesmo os 8% permitidos"