Carregando...

Publicidade

No acumulado do primeiro bimestre, os financiamentos imobiliários somaram R$ 189,07 milhões, utilizados para a aquisição de 784 unidades. (Foto: Fernanda Siebra)

Financiamento imobiliário no CE soma R$ 89,4 mi; alta de 8% em fevereiro.

Os recursos, oriundos da caderneta de poupança, foram utilizados para a aquisição de 402 unidades no Estado.

30/03/2017

Em fevereiro deste ano, os financiamentos imobiliários concedidos com recursos da caderneta de poupança no Ceará somaram R$ 89,40 milhões, o que representou um crescimento de 8,02% na comparação com igual mês de 2016 (R$ 82,76 milhões). Ao todo, foram financiadas 402 unidades no Estado no segundo mês deste ano, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em fevereiro do ano passado haviam sido 435 unidades financiadas.

Na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, o volume de recursos da poupança utilizado para os financiamentos imobiliários no Estado teve retração de 10,29%, mas o número de unidades financiadas aumentou em 20 unidades. Segundo a Abecip, o resultado foi afetado pelo menor número de dias úteis decorrentes do feriado de Carnaval. Em janeiro, o crédito havia atingido R$ 99,66 milhões, para um total de 382 unidades.

Já no acumulado do primeiro bimestre, os financiamentos no Ceará somaram R$ 189,07 milhões, resultado 5,02% inferior ao do mesmo período do ano passado (R$ 199,06 milhões). Nos dois primeiros meses deste ano foram financiadas 784 unidades, enquanto no primeiro bimestre do ano passado haviam sido 810 unidades.


(Foto: Reprodução)

Expectativa

Apesar do crescimento registrado em fevereiro e o mesmo mês do ano passado, o presidente do Sindicato das Construtoras do Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, diz que a queda na comparação bimestral não era esperada.

No entanto, ele destaca que a expectativa do setor da construção civil é de retomada da atividade nos próximos meses. "Era para a gente ter crescido no primeiro bimestre, mas nós acreditamos que já em março as coisas realmente comecem a melhorar", ele diz.

Para Montenegro, a expectativa se justifica pela liberação de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e pela mudança nas regras para financiamento com utilização de recursos do FGTS, que estabelece o teto para financiamento de imóveis novos de até R$ 1,5 milhão, nas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Além disso, a queda dos juros deve estimular o setor. "O aumento dos juros foi devastador para o mercado imobiliário, e qualquer diminuição já é muito importante para o mercado", diz André Montenegro.

Brasil

No País, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança tiveram uma queda de 5,1% em fevereiro deste ano, na comparação com janeiro, somando R$ 2,95 bilhões. Em relação a fevereiro do ano passado, a retração foi de 8,1%.

No primeiro bimestre deste ano, os financiamentos imobiliários somaram R$ 6,05 bilhões no Brasil. O volume é 6,9% menor que o total registrado em igual período de 2016.

De acordo com a Abecip, nos 12 meses compreendidos entre março de 2016 e fevereiro de 2017, foram destinados R$ 46,16 bilhões à aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), queda de 30,6% em relação ao apurado nos 12 meses anteriores.

Unidades

Em fevereiro, foram financiados 12,2 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção em todo o País, queda de 7,1% em relação aos 13,2 mil imóveis financiados em janeiro. Na comparação com fevereiro do ano passado, as concessões recuaram 16,7%.

Já no primeiro bimestre de 2017, foram financiados 25,41 mil imóveis, queda de 9,8% em relação a igual período de 2016, quando foram financiadas 28,18 mil unidades pelo SBPE.

Captação líquida

Em fevereiro, os saques nas cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 490 milhões. No mesmo período de 2016 a captação líquida havia sido negativa de R$ 6,74 bilhões. Em termos líquidos, a captação de poupança dos agentes do SBPE no primeiro bimestre foi negativa em R$ 9,2 bilhões, no mesmo período do ano passado o resultado havia sido negativo em R$ 16,25 bilhões.

Para a Abecip, embora em ritmo lento, crescem os sinais de que após dois anos de queda do Produto Interno Bruto (PIB), a economia começa a se recuperar. A associação ressalta que, com a inflação convergindo para a meta e com a queda acelerada do juro básico, a competitividade das cadernetas de poupança tende a crescer em 2017.

Nacional

2,95 Bilhões de reais foi o montante dos financiamentos imobiliários realizados em todo o País em fevereiro deste ano, uma queda de 5,1% em relação a janeiro.