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Para 2017, a CSP estima exportar cerca de 2,7 mi de toneladas de placas de aço. (Foto: Helene Santos)

CSP vai injetar R$ 540 mi anuais na economia cearense.

Objetivo é figurar entre as 25% melhores siderúrgicas do mundo. Para o presidente da CSP, a região de São Gonçalo do Amarante tem potencial para ser uma mini Coreia.

05/04/2017

A partir deste ano, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) espera gerar uma movimentação anual de R$ 540 milhões na economia do Ceará, somente em decorrência dos seus gastos com a operação, segundo o presidente da empresa, Eduardo Parente. A afirmação foi feita, ontem, durante o discurso do executivo, na celebração das operações do empreendimento, evento considerado um marco na história da usina e também do Estado.

Para 2017, a Companhia Siderúrgica do Pecém estima exportar cerca de 2,7 milhões de toneladas de placas de aço. A operação do empreendimento, que já impacta positivamente a economia do Estado, terá um efeito ainda maior na balança comercial cearense neste ano.

Cerca de 800 pessoas, participaram da solenidade. Na plateia, estavam funcionários, fornecedores, empresários e autoridades. O evento foi realizado na Doca Elevada da Zona de Processamento de Exportação (ZPE-CE). Parente ressaltou o potencial da região onde está encravado o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), em São Gonçalo do Amarante, que, segundo classificou, poderia ser uma mini Coreia.

"Você tem uma região com um índice de criminalidade relativamente baixo para os padrões brasileiros, uma educação excepcional e você tem um desenvolvimento econômico vindo, tem atividade para as pessoas. Então, se você cuidar do entorno e tiver educação de qualidade, tem toda condição que as pessoas cresçam com a gente", disse. "Minha sensação é que o governo do Ceará na hora que junta esse esforço enorme no desenvolvimento econômico e com educação de referência no Brasil, tem tudo para dar certo. E a mini Coreia é isso, foi muito trabalho, muito baseado no aço e muita educação", definiu.


(Foto: Reprodução)

Importância

Parente afirmou que "é uma grande honra fazer parte de um projeto dessa importância. Pelo tamanho, pelo impacto, por estar construído com a melhor tecnologia disponível, pelo respeito absoluto pelo meio ambiente, pela segurança e pelo apoio que a gente recebe por todos os lados - acionistas, governo, bancos, sociedade e da equipe", ressaltou.



"O investimento total aqui, nosso e das empresas que estão junto com a gente, supera R$ 15 bilhões. Aqui dentro dos nossos muros, trabalham 5,5 mil pessoas, que geram 12 mil empregos fora dos muros", enfatizou.

Grupo seleto

De acordo com Eduardo Parente, a empresa, que começou a operar em junho de 2016, está finalizando o ramp-up (fase inicial de produção). Agora, a expectativa é colocar a CSP no grupo seleto das 25% melhores siderúrgicas do mundo.

Acionistas

A cerimônia contou com a presença dos acionistas Dongkuk e Posco, tendo à frente, respectivamente, o presidente Sae Wook Chang e o vice-presidente Seung Kyu Lee, além de Murilo Ferreira, CEO da Vale. Representando o Governo da Coreia do Sul participou da comemoração o encarregado de Negócios da Embaixada no Brasil, ministro Young Seup Kwon.

O governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, e vários membros do secretariado também estiveram na celebração, que contou ainda com os ex-governadores do Estado Lúcio Alcântara e Cid Gomes. No seu discurso, o governador cearense disse que a Companhia Siderúrgica do Pecém representa o início de um grande futuro para o Estado. "Hoje é o dia que marca a história do Ceará. Não tenho dúvida disso. Cada um de nós aqui pode bater no peito e dizer que faz parte da história da CSP e do Ceará", disse Camilo.

"Estamos construindo um futuro melhor de oportunidade para jovens, homens e mulheres para poderem trabalhar em indústrias desse porte como a CSP", disse o governador sobre os bons resultados que o Estado tem obtido na educação. Camilo destacou, ainda, o impacto da CSP no Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará e disse que a Siderúrgica irá dobrar o PIB industrial do Estado e está mudando a vida dos cearenses. "Imaginar que se somar todas as indústrias do Ceará, que ao longo de muito tempo foram implantadas no Estado, e imaginar que só a CSP vai representar 50% desse PIB industrial", disse. "Não tenho dúvida de que a CSP vai mudar o perfil econômico do Ceará, como vai gerar oportunidades a todos os segmentos, principalmente o polo metalmecânico, no Estado", disse.

Durante a cerimônia, "pensando na contribuição de cada governante cearense no processo de consolidação da empresa", foram homenageados os ex-governadores do Ceará Adauto Bezerra (1975-1978), Virgílio Távora (1963-1966 e 1978-1982, in memoriam), Gonzaga Mota (1983-1987), Tasso Jereissati (1987-1991 e 1995-2003), Ciro Gomes (1991-1995), Lúcio Alcântara (2003-2006), Cid Gomes (2007-2014) e Camilo Santana, pela contribuição que deram para o processo de consolidação da empresa. Outras autoridades "que sempre estiveram apoiando o projeto da Siderúrgica" foram homenageadas e receberam parte da primeira placa de aço forjada na CSP.

Esperanças e desejos

Na celebração, foi feito o lacre de uma "cápsula do tempo" contendo depoimentos dos empregados, acionistas e pessoas do relacionamento da empresa, sobre como imaginam a CSP daqui a 10 anos. A cápsula de aço será enterrada no dia 16 de abril, data em que a empresa comemora nove anos de constituição, ao lado do cajueiro histórico que foi preservado na área interna da usina, e só será aberta em 2027.