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Os benefícios médios do INSS ficaram em R$ 1.283,93 no ano passado. Já os inativos militares receberam, em média, R$ 9,7 mil ao mês. (Foto: Bruno Gomes)

Mudança de regra para militares deve ser apresentada em maio.

07/04/2017

Brasília. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou ontem (6) que, em meados de maio, deverá ser apresentada a proposta de alteração das regras que tratam da aposentadoria dos militares. Segundo Jungmann, pelo menos três ajustes poderão ser feitos na lei que trata da passagem para a inatividades dos militares das Forças Armadas: a inclusão de uma idade mínima de aposentadoria, ampliação do tempo de serviço e contribuição das pensionistas.

A ideia de adiar o envio da proposta tratando dos militares ao Congresso tenta evitar que o texto não tramite ao mesmo tempo que a reforma da Previdência dos civis, porque isso poderia causar "uma confusão" durante o debate, de acordo com o ministro. As mudanças na aposentadoria de militares podem ser feitas via projeto de lei, que exige menos votos para a aprovação. Jungmann disse que "o militar não quer privilégios, quer é o reconhecimento da sua especificidade, da sua peculiaridade".

Contabilidade

As Forças Armadas fazem uma contabilidade paralela e desconsideram o valor das reservas remuneradas como despesa previdenciária. O impasse ficou claro na divulgação da proposta de reforma da Previdência, em dezembro de 2016, quando o Ministério da Fazenda informou que o rombo da categoria era de R$ 34 bilhões e, no mesmo dia, foi rebatido pelo ministro da Defesa, que calculou o déficit em R$ 13 bilhões.

Em 2016, os inativos militares receberam, em média, R$ 9,7 mil ao mês, enquanto as pensões pagaram, em média, R$ 9,2 mil. Já os servidores públicos aposentados receberam em média R$ 7,6 mil, enquanto o valor dos beneficiários de pensões ficou em R$ 6 mil. Os benefícios médios do INSS ficaram em R$ 1.283,93 no ano passado.

O texto que trata da aposentadoria dos militares já foi discutido no grupo de trabalho com integrantes dos Ministérios das Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil, que preparou uma pré-proposta. Jungmann disse, no entanto, que ainda há pontos a serem discutidos. Segundo ele, uma proposta está em fase final de elaboração pelo grupo para, depois, ser apresentada ao presidente Michel Temer para aprovação e aí sim, ser encaminhada ao Congresso. "Mas a discussão caminha muito bem", comentou.