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Quatro parques eólicos compõem o Complexo Santa Mônica, que conta com 36 aerogeradores. (Foto: Denilson Ruzene)

Complexo eólico inicia operação plena no Ceará.

Capacidade instalada é de 97,2 megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade de 170 mil habitantes.

08/04/2017

Com investimento da ordem de R$ 460 milhões, o Complexo Eólico Santa Mônica, localizado no município de Trairi, a cerca de 135 quilômetros de Fortaleza, entrou em operação comercial plena na última quinta-feira (6), após obter autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O empreendimento, da Engie Brasil Energia, é composto por quatro parques eólicos: Santa Mônica, Cacimbas, Estrela e Ouro Verde. O Complexo conta com 36 aerogeradores e capacidade instalada total de 97,2 megawatts (MW), suficiente para abastecer uma cidade de 170 mil habitantes.

A entrada em operação ocorreu de forma gradual, tendo sua primeira fase iniciada no fim de 2016, quando apenas um dos parques passou a funcionar, o Santa Mônica, com capacidade instalada de 18,9 MW. Os parques Cacimbas (18,9 MW), Estrela (29,7 MW) e Ouro Verde (29,7 MW) entraram em funcionamento entre outubro do ano passado e abril deste ano, cumprindo o cronograma previsto pela empresa.

"Santa Mônica é o segundo complexo eólico de grande porte implantado pela Companhia e aproveita-se da sinergia com o Complexo Trairi, no mesmo município", destaca o diretor-presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini. Ele acrescenta, ainda, que o empreendimento reforça a estratégia global da empresa de investir na geração de energia proveniente de fontes renováveis.

De acordo com diretor de geração centralizada da Engie no Brasil, José Laydner, os dois Complexos - Santa Mônica e Trairi - compartilham a mesma subestação, a linha de transmissão e a conexão ao Sistema Interligado Nacional. "Esse fator aumentou a competitividade do projeto", ressaltou.

O Complexo Eólico Santa Mônica está registrado no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da ONU. Assim, o empreendimento vai gerar créditos pela redução de mais de 200 mil toneladas de emissões de CO² por ano.

Histórico

As obras começaram em 2014. O projeto foi viabilizado primeiramente no mercado livre e depois vendido em leilão ao mercado regulado, para fornecimento de energia a partir de 2018.

A Engie é a maior produtora privada de energia elétrica no País, operando uma capacidade instalada de 10.212 MW em 28 usinas, o que representa cerca de 6% da capacidade do Brasil.