Carregando...

Publicidade

Diferentes categorias resolveram cruzar os braços na última sexta-feira (28) em retaliação às propostas de Reforma do Palácio do Planalto. (Foto: Agência Brasil)

Greve é marcada por protestos e confrontos.

Na maior parte do País, manifestações foram pacíficas; comércio avalia ter perdido algo próximo a R$ 5 bilhões.

29/04/2017

Brasília/São Paulo/Rio/Recife. Confrontos entre policiais e manifestantes, principalmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, paralisação de diferentes categorias, que afetaram o funcionamento dos transportes e das escolas, marcaram a greve geral convocada para a última sexta-feira (28) contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, do presidente Michel Temer, em um País em recessão e com desemprego recorde.

No começo da tarde, quando as principais passeatas estavam previstas, o centro do Rio virou um campo de batalha, enquanto policiais dispersavam com bombas de gás lacrimogêneo os manifestantes. Ao menos oito ônibus foram incendiados, por jovens que levantaram barricadas e destruíram o mobiliário urbano.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) criticou a "violenta ação da Polícia Militar", na Cinelândia. "Nada justifica a investida, com bombas e cassetetes, contra uma multidão que protestava de modo pacífico. Se houve excessos por parte de alguns ativistas, a Polícia deveria tratar de contê-los na forma da lei", afirmou o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz.

Casa de Temer

Em São Paulo, integrantes da Frente Povo Sem Medo iniciaram um protesto cujo ponto final seria a casa de Temer. Ativistas adeptos da tática black bloc -que defende a depredação do patrimônio privado- destruíram fachadas de várias agências.

A greve geral convocada pelas centrais sindicais afetou a rotina das cidades em todos os Estados. Com a adesão dos trabalhadores do setor de transportes, as ruas, principalmente das metrópoles, ficaram vazias.

Na Grande São Paulo, houve bloqueio de rodovias e avenidas, que resultaram na detenção de 21 pessoas. Os aeroportos de Brasília, Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, registraram atrasos e cancelamentos de voos, causando transtornos.

Metalúrgicos, petroleiros, funcionários da saúde e dos Correios também aderiram à greve. Uns 60 mil trabalhadores se ausentaram dos trabalhos nas fábricas do cinturão industrial de São Paulo, paralisando montadoras como Mercedes ou Ford, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos.

Prejuízo

O comércio avalia ter perdido algo próximo a R$ 5 bilhões com a greve geral, de acordo com associações de classes representativas do setor. Este é o faturamento diário do comércio no País, segundo a FecomercioSP.

Na cidade de São Paulo, o comércio fatura R$ 500 milhões por dia e no Estado, R$ 1,6 bilhão. O prejuízo pode ser triplicado se for levado em consideração que o fim de semana será seguido de um feriado na segunda-feira, 1º de maio, quando se comemora o Dia do Trabalho.

Outras associações de indústria, comércio e serviços adotaram postura política diferente e optaram por não fazerem balanços da adesão à greve. Incluem-se neste grupo a Fiesp, Abinee, CNDL, Alshop e ANR.


Especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, houve confronto entre os manifestantes e as forças de segurança do Estado. (Foto: Agência Brasil)

Também foram relatados episódios de depredação do patrimônio público e privado em algumas capitais, com pessoas sendo detidas. (Foto: Agência Brasil)