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A colaboração do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado embasou a nova operação, desdobramento da Satélites deflagrada em março. (Foto: Ag. Petrobras)

Lava-Jato: nova fase é baseada em delação premiada.

Entre os alvos de busca de provas pela PF, está ex-assessor de Renan Calheiros, grampeado por Sérgio Machado.

29/04/2017

Brasília. A Polícia Federal deflagrou, na última sexta-feira (28), operação que mira políticos que estão sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). A Operação foi solicitada pela Procuradoria-Geral da Republica (PGR) e autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin.

A ação cumpre apenas mandados de busca e apreensão e tem sustentação em informações da delação premiada da Odebrecht. A operação tem como objetivo aprofundar as investigações de desvios na Transpetro. As buscas e apreensões são feitas para coletar provas de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.

A delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado serve de embasamento para a nova operação. Buscam-se provas em endereços em Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, São Paulo e no Distrito Federal.

Um dos alvos de busca é o advogado Bruno Mendes, que foi assessor de Renan Calheiros e foi gravado em uma das conversas de Sérgio Machado.

A operação é um desdobramento da Satélites, deflagrada em março. Em nota, Renan disse estar tranquilo "porque tem certeza de que não cometeu qualquer irregularidade".

"Indignado"

Pessoas próximas ao presidente Michel Temer afirmam que ele está "indignado" com a postura de Renan contra as reformas trabalhista e previdenciária.

O presidente do partido, Romero Jucá (PMDB-RR), deu um ultimato ao líder do PMDB no Senado. A aliados, Jucá já avaliou que a permanência de Renan no cargo dependerá do seu "comportamento quando as reformas começarem a tramitar".