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Diário Oficial da União traz o desligamento até de indicados pelos parlamentares do PMDB, partido do presidente da República. (Foto: Agência Brasil)

Temer exonera aliados de 'infiéis'.

03/05/2017

Brasília. O governo começou, ontem, a exonerar de cargos em órgãos federais nos Estados afilhados políticos de deputados da base aliada que votaram contra a reforma trabalhista na semana passada. Entre aqueles cujas demissões foram publicadas, ontem, no Diário Oficial da União (DOU) estão até mesmo indicados por parlamentares do PMDB, partido do presidente.

Exonerado, o superintendente regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no Ceará, Maximiano Leite Barbosa Chaves, tinha sido indicado para o cargo pelo deputado federal Vitor Valim (PMDB-CE).

O peemedebista votou contra a reforma trabalhista e já declarou voto contra a da Previdência. Valim é do grupo político do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

No PTN, pelo menos dois dos 13 deputados perderam cargos em superintendências da Funasa nos Estados.

O Diário Oficial trouxe ainda a exoneração de Daniel Kenji Tokuzumi do cargo de superintendente da fundação em São Paulo. Ele tinha sido indicado pelo deputado Sinval Malheiros (PTN-SP), que votou contra reforma trabalhista e declarou voto contra a da Previdência.

Superintendente estadual da Funasa no Rio Grande do Norte, Jairo Sotero Nogueira de Souza também foi exonerado.

Ele tinha sido indicado pelo deputado federal Antônio Jácome (RN), que foi um dos cinco deputados do PTN que votaram contra reforma trabalhista na última quarta-feira (26). Já a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência do Senado aprovou, ontem, 104 requerimentos, em seu primeiro dia efetivo de trabalho.

São principalmente pedidos de informação a órgãos federais e convites para participação de autoridades e especialistas em audiências públicas.

A votação foi feita em bloco e a maioria esmagadora dos pedidos aprovados pedem audiências públicas.

Entre os nomes que serão convidados a participar estão, por exemplo, os dos ministros Henrique Meirelles, da Fazenda; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Dyogo Oliveira, do Planejamento, entre outras autoridades.

Invasão

Agentes penitenciários invadiram, ontem, a sede do Ministério da Justiça em protesto contra a proposta da reforma da Previdência. Cerca de 300 agentes pretendem permanecer pelos próximos 10 dias.

A principal reivindicação é a inclusão da categoria nos mesmos critérios estabelecidos no relatório da Previdência para os demais policiais.

"Hoje, no texto do relator está prevista uma aposentadoria de 65 anos de idade mínima ou 35 anos de contribuição para o homem. Queremos que sejam estabelecidos 55 anos de idade e a contribuição de 30 anos, como está previsto para os demais", afirmou o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí, José Roberto Pereira.