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Em Fortaleza, a expectativa é que os consumidores gastem R$ 53,405 bilhões. (Foto: Denise Mustafa)

Potencial de consumo do Ceará sobe 10,5% e vai a R$ 123,4 bi, neste ano.

O valor corresponde a 2,93% do potencial de compra estimado para o País, sendo o 10º estado no ranking nacional.

04/05/2017

Mesmo ainda abalados com o impacto da recessão econômica, os consumidores cearenses têm o potencial de consumir o equivalente a R$ 123,48 bilhões com a aquisição de bens e serviços neste ano. O valor corresponde a um crescimento nominal de 10,5% em relação ao ano passado (R$ 111,7 bilhões) e a 2,93% do potencial de compra estimado para o País, sendo o 10º estado no ranking nacional.

Em Fortaleza, a expectativa é que os consumidores gastem R$ 53,405 bilhões, um acréscimo nominal de 23,4% ante o previsto para 2016 (R$ 43,261 bilhões). Entre as capitais, a cidade ultrapassou Porto Alegre neste ano e alcançou a sétima posição. As informações são do estudo IPC Maps 2017, realizado com base em dados de fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e utilizando uma metodologia própria.

De acordo com o diretor da IPC Marketing Editora e autor do estudo, Marcos Pazzini, o IPC Maps do Ceará aumentou de 2,88% em 2016 para 2,93% neste ano, o que significa, em termos reais, que a população do Ceará terá mais R$ 2,6 bilhões no bolso. "Isso se deve ao fato do Ceará ter aumentado a quantidade de domicílios em todas as classes sociais, com destaque para a classe A (+ 1,2%) e classe B (+ 2,1%)", aponta.

Domicílios

Ele pondera que, embora a quantidade de domicílios das classe D/E tenham aumentado 9,7%, bem mais que as classes A/B, seu impacto no valor do potencial de consumo não é alto, porque o valor do rendimento dessa classe é mais baixo que as demais. Dos domicílios urbanos na Capital, 39,2% correspondem às classes D/E, 45,1% à classe C, 14,3% à classe B e 1,4% à classe A.

Expansão de negócios

"No meu ponto de vista, esse crescimento mostra que o Ceará é uma excelente opção para expansão dos negócios das empresas, seja via franchising, seja via abertura de unidades próprias, pois apresenta crescimento acima da média nacional, apesar dessa crise que dura alguns anos", aponta o diretor.

Considerando a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que acumula 4,57% em 12 meses no País, o avanço real do potencial de consumo foi de cerca de 6% no Ceará e em torno de 18,5% na Capital do Estado, ambos superiores à média nacional.

Conforme os dados, o consumo no País tem fôlego para atingir o montante de R$ 4,2 trilhões neste ano, o que representa um crescimento real de 0,42% em relação ao ano passado.

Per capita

Já em relação ao consumo per capita anual, os cearenses que vivem em áreas urbanas devem desembolsar, em média, R$ 16.680,85 durante o ano, enquanto aqueles que residem em áreas rurais devem gastar apenas R$ 5.445,66 no mesmo período. O estudo da IPC Marketing ainda aponta que, na Capital cearense, o valor médio de consumo anual per capita deve chegar a aproximadamente R$ 20,3 mil em 2017.

Ranking estadual

Diferentemente do ano passado, a participação das cidades do Interior do Ceará diminuiu na passagem de 2016 para 2017. No ano passado, os 165 municípios do Interior do Estado foram responsáveis por 45,6% de todo o consumo no Ceará, enquanto, neste ano, eles serão responsáveis por 42,0% do consumo, de acordo com o estudo, refletindo o maior potencial dos grandes centros urbanos.

Depois de Fortaleza, a população de Caucaia deverá ser a que mais gastará com bens e serviços em 2017, com potencial de consumo calculado em R$ 5,12 bilhões. Em seguida, vêm Juazeiro do Norte (R$ 4 bilhões), Maracanaú (R$ 3,2 bilhões) e Sobral (R$ 2,7 bilhões).

Na outra ponta, Granjeiro tem o menor potencial (R$ 35 milhões), seguido por Guaramiranga (R$ 40 milhões), Potiretama (R$ 54 milhões), General Sampaio (R$ 62 milhões) e Baixio (R$ 63 milhões).

Região

Entre os nove estados da região Nordeste, o Ceará está na terceira posição, com destaque do crescimento positivo entre 2016 e 2017. Conforme o estudo, atualmente, o maior consumo potencial da Região é na Bahia, que perdeu participação no potencial de consumo nacional entre 2016 e 2017. A segunda colocação no ranking nordestino de potencial de consumo pertence a Pernambuco, que também perdeu participação entre o ano passado e esse ano.

Gastos

Ainda de acordo com o estudo, a maior parte dos gastos que serão realizados pela população cearense neste ano será com manutenção do lar, (R$ 22,4 bilhões). Em seguida, aparecem os gastos com outras despesas, que devem somar R$ 18,5 bilhões. Outros gastos relevantes serão realizados com alimentação no domicílio (R$ 17,1 bilhões), alimentação fora do lar (R$ 5,4 bilhões), gastos com veículo próprio (R$ 4,3 bilhões), vestuário confeccionado (R$ 3,5 bilhões), materiais de construção (R$ 3 bilhões), higiene e cuidados pessoais (R$ 2,9 bilhões), transportes urbanos (R$ 2,8 bilhões) e medicamentos (R$ 2,6 milhões).

Classes

O IPC Maps 2017 estima ainda que a classe B desembolse cerca de R$ 39,2 bilhões neste ano. O consumo da classe C, por sua vez, deve somar R$ 38 bilhões. A classe D/E deve movimentar aproximadamente R$ 19,7 bilhões, sendo alimentação a maior despesa (R$ 5,2 bilhões). Já a classe A deve gastar R$ 13,2 bilhões, tendo como principal custo o item outras despesas (R$ 4 bilhões), seguido por manutenção do lar (R$ 3,1 bilhões).