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Em março, tanto o emprego como as horas trabalhadas na produção caíram. (Foto: Cid Barbosa)

Indústria registra alta de 2,4% no faturamento em Março.

De acordo com a CNI, a utilização da capacidade instalada no setor aumentou 0,4 ponto percentual.

04/05/2017

Brasília. O faturamento real da indústria no Brasil teve alta de 2,4% em março em relação a fevereiro. Segundo o estudo Indicadores Industriais, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), este foi o 3º avanço do indicador nos últimos cinco meses, com alta acumulada de 5,5% no período.

O estudo mostra também que a utilização da capacidade instalada no setor aumentou 0,4 ponto percentual, subindo para 77,1%, um pouco superior aos 76,7% registrados no mês anterior, na série dessazonalizada.

Apesar dessas altas, o emprego e as horas trabalhadas na produção caíram em março em relação a fevereiro. O emprego caiu 0,2% nessa comparação e as horas trabalhadas, 0,7%. Foi o terceiro mês de queda consecutiva dos dois indicadores, segundo o estudo. Os Indicadores ainda mostram que a massa salarial e o rendimento na indústria cresceram pela primeira vez em cinco meses - a massa salarial aumentou 0,4% em março frente a fevereiro e o rendimento teve alta de 1,2% no período, na série dessazonalizada.

Em março, explica a pesquisa, "manteve-se a dinâmica observada nos últimos meses: os dados da indústria alternam variações positivas e negativas, sem caracterizar ainda uma tendência de retomada da atividade".

Capacidade de operação

A indústria nacional está operando 20,8% abaixo do pico registrado em junho de 2013. A produção retornou ao patamar de dezembro de 2008, época da crise financeira internacional, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física divulgados ontem (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, a queda de 1,8% na indústria em março ante fevereiro teve um espalhamento importante entre as atividades e as categorias de uso. O recuo nos bens de consumo duráveis chegou a 8,5%, puxado pela redução tanto na produção de automóveis quanto na fabricação de eletrodomésticos, especialmente os da linha marrom.

"Olhando mês a mês, a gente tem ainda em 2016 uma velocidade de produção maior. Mas nesse início do ano de 2017 a indústria já mostra um saldo negativo importante, quase da mesma magnitude do avanço do final de 2016", apontou Macedo.

Nos três primeiros meses deste ano, a produção acumulou uma perda de 2,1%. "O setor industrial está com ritmo de queda, esse saldo é negativo. A média móvel trimestral volta a operar no campo negativo -0,7% em março. A indústria volta a mostrar uma redução do seu ritmo produtivo, muito em função da queda no segmento de veículos automotores", diz o coordenador do IBGE. Em março ante fevereiro, a queda na produção de veículos foi de 7,5%. O segmento tem peso significativo na pesquisa e influencia também outros segmentos industriais, fornecedores de matéria-prima.