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Os mais jovens também apresentaram a maior queda no rendimento médio real em 2016. (Foto: Helene Santos)

Cresce o desemprego entre os jovens com até 24 anos.

06/05/2017

Brasília/Fortaleza. Pessoas com nível intermediário de educação e os jovens foram os que mais perderam emprego no País, em 2016, segundo a 62ª edição do Boletim Mercado de Trabalho, divulgado nessa sexta-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O documento mostra que, entre os jovens de 14 a 24 anos do País, o valor médio das taxas de desemprego trimestrais subiu de 20%, em 2015, para 27,2%, em 2016.

A Região Metropolitana de Fortaleza segue a realidade observada a nível nacional. Um dos segmentos da força de trabalho onde houve a maior elevação do desemprego na RMF foi o dos jovens na faixa de 16 a 24 anos, com o índice passando de 20,5% em 2015 para 30,2% em 2016, segundo dados da última edição da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT).

Também houve elevação do desemprego entre as pessoas com idade entre 25 e 39 anos (de 7,6% para 12,1%) e as de 40 a 49 anos (de 3,7% para 6,9%). Ademais, a taxa de desemprego na faixa de 50 a 59 anos (4,8%) voltou a ser passível de divulgação no ano passado, o que não acontecia desde 2009 (3,9%).

No País, segundo o boletim do Ipea, Entre os adultos de 25 a 59 anos e os mais idosos, acima de 60 anos, também houve elevação no valor médio das taxas de desemprego trimestrais para o ano de 2016.

Rendimento

Os mais jovens (14 a 24 anos) apresentaram a maior queda (de 3,6%) no rendimento médio real em 2016 em relação ao ano anterior no País. Os adultos e os mais velhos também registraram queda no ano anterior, de 3,0% e 2,9%, respectivamente, em relação à média de 2015.

Para os adultos, a variação das taxas de desemprego, entre 2016 e 2015, foi de 2,2 pontos percentuais, fechando o último trimestre de 2016 com a taxa em 9,1%. Para a população mais idosa, a variação foi de 1,1 ponto percentual, chegando a 3,4%.

Conta própria

Os trabalhadores por conta própria mantiveram uma trajetória de crescimento, com variação de 1,25% na média de 2016 em relação a 2016. Os demais grupos registraram queda nos respectivos níveis de ocupação, com exceção dos militares/estatutários, que cresceram 0,65% no período analisado.

Segundo o boletim, o "cenário de queda no nível de atividade, em 2016, liderou o comportamento do mercado de trabalho, que teve piora nos indicadores de ocupação e desemprego".

Por outro lado, a informalidade e o rendimento do trabalho apresentaram uma evolução "um pouco menos preocupante, sinalizando que o processo de deterioração desses indicadores estaria perdendo fôlego", segundo o boletim que foi divulgado pelo Instituto.