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Cid Gomes foi ao encontro dos jornalistas juntamente com alguns aliados. (Foto: José Leomar)

Cid Gomes nega ter recebido propina da JBS; doações foram dentro da lei, diz ex-ministro.

Em delação premiada, Wesley Batista afirma ter entregue R$ 20 milhões em propina a pedido de Cid Gomes.

Fonte: G1
23/05/2017

O ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará Cid Gomes negou nesta segunda-feira (22) as acusações que Wesley Batista, da JBS, fez em delação premiada. Segundo o empresário, Cid Gomes pediu R$ 20 milhões para financiar a campanha do então candidato a governador do Camilo Santana em 2014. Ainda conforme a delação, o valor foi entregue em propina por meio dos atuais secretários Arialdo Pinho e Antônio Balhmann. Os secretários também negaram envolvimento no caso.

"O primeiro cuidado que tive foi de desmentir categoricamente e repudiar veementemente a possibilidade ou a manchete de que eu tivesse recebido R$ 20 milhões em propina. Eu tenho um patrimônio que é um patrimônio compatível com os meus 34 anos de trabalho. Material que não chega a R$ 800 mil, ao longo de 34 anos. E isso é comprovado pelas declarações de imposto de renda, que é público. Isso foi o que fiz primeiro", afirmou Cid Gomes.

Ainda conforme Cid Gomes, durante a campanha eleitoral, ele solicitou doações legais em dinheiro e que as delações contra ele não são provados. "No meu entender, ter um vídeo entregando R$ 500 mil é uma prova, ter um áudio gravando o presidente é uma prova, mas contra mim é só uma fala sem provas."

"Houve contribuição dessa empresa sem vinculação qualquer, sem qualquer compromisso ou contra prestação de serviços. Quero também enfatizar que ao longo do período em que fui governador, todas as nossas contribuições e nossas campanhas é de que as arrecadações fossem feitas dentro da lei", completa.



Cid nega denúncias de recebimento de propina citadas na delação da JBS. (Vídeo: Reprodução/G1)

Campanha de Ciro Gomes à presidência

Cid também nega que a citação ao seu nome possa afetar a campanha de Ciro Gomes à presidência em 2018. Ciro Gomes é pré-candidato pelo PDT. "Corrupção não é catapora, que passa pra outra pessoa. Ainda que eu fosse corrupto, o que não o que caso, isso não afeta Ciro."

Situação de Temer

Já em relação ao presidente Michel Temer, Cid Gomes diz que as gravações feitas por Joesley Batista são suficientes para encriminá-lo. "O que eu imagino que vai acontecer é o seguinte: Temer vai ser cassado no TSE. Por uma questão de honra, ele não vai recorrer no Supremo, o que é um direito dele, mas isso ele não vai fazer e teremos novas eleições", diz.