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Os alunos participam de programas extraclasse, grupos de estudo, cursos de línguas, aulas em laboratório e outras atividades fora da sala de aula. (Foto: JL Rosa)

CE é o 1º do Nordeste em taxa de conclusão no Ensino Médio.

De acordo com o movimento Todos Pela Educação, em 15 anos, o Estado aumentou o índice em 143,6%.

24/05/2017

Em 2001, a taxa de conclusão no Ensino Médio no Ceará era de 23,6%. Já em 2015, o índice passou para 57,5%. Com esses números, o Estado atingiu a melhor taxa entre as unidades da região Nordeste. Entre as regiões metropolitanas, a taxa de Fortaleza ficou em 4º no País. Os dados são do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2017, divulgados ontem pelo movimento Todos Pela Educação. Os números apontam ainda que o Estado aumentou em 143,6% o índice de jovens de 19 anos que concluíram o Ensino Médio no período de 15 anos.

No dia a dia das escolas, o depoimento de alunos explica os números e fazem a educação do Ceará se destacar entre os estados do Nordeste. "Um mundo diferente". É assim que Sara Betsy, de 15 anos, avalia o Ensino Médio. Aluna da Escola de Ensino Médio de Tempo Integral Jenny Gomes, em Fortaleza, ela começa a vivenciar a preparação para novos desafios de forma diferente.

São programas extraclasse, grupos de estudo, cursos de línguas, aulas em laboratório, além de encontros com professores para tratar do cotidiano fora da sala de aula.

"Esta experiência no Ensino Médio é um ideia incrível para todos os alunos. Nesta fase, a gente precisa muito de um apoio diferente. E aqui a gente tem. São novas atividades que deixam a gente super à vontade. Eu também falo sobre minha família, sobre a relação com os colegas. É uma coisa que faz a gente vir para escola", comenta a adolescente do 1º ano.


(Foto: Reprodução)

Oportunidades

Para Yago Rodrigues, de 16 anos, também aluno da Escola Jenny Gomes, a experiência obtida no laboratório de Ciências, nas aulas de Informática e também como coordenador do jornal da escola, ajudam no aprendizado. Ele se orgulha de poder interferir no ambiente escolar de forma positiva.

"No começo eu achei estranho o tempo integral, mas quando eu entrei e vi uma escola bem estruturada, com atividades além do estudo dentro de sala, eu fui me empolgando. Eu quero me formar em Publicidade e as disciplinas eletivas me ajudam a ser mais criativo. Não venho para cá só para comer ou conversar com meus colegas, eu venho para compartilhar novas ideias", diz o aluno do Ensino Médio.

Fora do currículo comum, na Escola Jenny Gomes, os alunos do 1º aluno podem escolher disciplinas eletivas como Matemática e Português básicos, aulas de Música e ainda entre três cursos de línguas como francês, inglês e a rópria Língua Portuguesa. No último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do aprendizado, a escola atingiu índice 5,2, quando a meta era 4,9.

"Os livros que nós temos hoje são tão bons quanto os que as escolas particulares possuem. Além disso, nós temos diversos programas que ajudam a escola a obter bons resultado. Hoje os alunos recebem apoio socioeducacional de professores, têm acesso à tecnologia, livros, palestras, aulões entre outros", destaca o diretor da escola Jenny Gomes, Marcos Bezerra.

Futuro

Promovendo o diálogo entre os conteúdos e o mundo fora da escola, os estudantes chegam ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) bem preparados. É o que pontua a professora de Artes Marina Morais ao avaliar o projeto Professor Diretor de Turma (PDT), que permite ao docente um contato extra com o aluno.

A rede pública tem atraído mais jovens. Dados apontam que o Estado tinha uma taxa líquida de matrículas de 29,7% em 2001 passando para 63,7% em 2015, segundo o Anuário.

Para o secretário da Educação, Idilvan Alencar, o interesse dos jovens em cursar a etapa final da escola na rede pública vem do investimento na educação profissional e integral, por exemplo. "Quando os alunos vão para avaliações, eles estão indo cada vez mais fortes e preparados. Eu estou apostando muito nestas ações diferenciadas", salientou o gestor.