Carregando...

Publicidade

A pedra ametista. (Foto: Reprodução)

Jazida de ametista descoberta na Bahia atrai 8 mil pessoas em busca de enriquecer.

Em Serra da Quixaba, às margens do Rio São Francisco, aventureiros passam o dia dentro de escavações para extrair a pedra preciosa. Ninguém sabe ainda a quem pertence a terra onde está o garimpo.

Fonte: G1
15/06/2017

A Serra da Quixaba, na Bahia fica próxima de Sento Sé, uma cidade que fica às margens do rio São Francisco. É nesta serra que há dois meses foi descoberta uma jazida de ametista, que mudou totalmente a vida dos moradores e de pessoas que foram para o local em busca de enriquecer com o garimpo da pedra.

Ninguém sabe ainda a quem pertence a terra onde está o garimpo. O DNPN (Departamento Nacional de Produção Mineral) começou um estudo para regularizar a situação. Já são 8 mil pessoas vivendo em acampamentos improvisados no local. Donos de restaurantes, comerciantes, ferreiros, todos foram atrás do dinheiro dos garimpeiros.


Garimpeiros vivem em acampamentos. (Foto: Reprodução)

Comércio inflacionado

O local não atraiu somente garimpeiros, mas vendedores que estão ganhando a vida vendendo produtos para quem quer viver do garimpo.

O supermercado local vendeu R$ 100 mil a mais em um mês. Um dos produtos mais procurados foi uma picareta para extrair as pedras. Um vendedor que se instalou no alto da serra chega a vender R$ 1.000 em um dia de produtos somo sapatos, linguiça e outros artigos. Até o serviço de entrega de água no alto da serra está inflacionado. Um carregador cobra R$ 70 pela entrega do galão.

O garimpo local também já atraiu atraiu estrangeiros. Chineses e indianos que passam o dia negociando o valor das pedras.


Seu Chico, de 74 anos, largou tudo para tentar a sorte extraindo pedras. (Foto: Reprodução)

Agricultor de 74 anos larga tudo

Seu Chico, um agricultor de 74 anos, é um dos aventureiros que estão deixando para trás emprego e família para tentar a sorte no garimpo. Há mais de um mês ele deixou a lavoura e passa seis horas por dia cavando a terra. Em quarenta dias de garimpo, ele ainda não encontrou a pedra que gostaria.

Não é muito seguro passar o dia dentro das escavações. Há cortes, como são chamadas as escavações, de até dez metros abaixo da terra. Ali, jovens garimpeiros convivem o tempo inteiro com o medo e o risco de ficar.