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Andrea Neves, irmã do senador afastado, havia sido presa pela Polícia Federal no dia 18 de maio na Região Metropolitana de Belo Horizonte. (Foto: Folhapress)

Parentes de Aécio deixam presídios.

Irmã e primo do tucano, além do ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), vão usar tornozeleira eletrônica.

23/06/2017

Belo Horizonte. Andrea Neves, irmã do senador, presa pela Polícia Federal na Operação Patmos, deixou a Penitenciária Estevão Pinto, em Belo Horizonte, na capital, durante a madrugada de ontem. O primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco, e o ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza Lima, também deixaram a prisão. Os dois estavam presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada na última terça-feira (20), os três ficarão em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Frederico e Mendherson foram encarregados de transportar R$ 2 milhões que, segundo delação premiada de Joesley Batista, da JBS, saíram da empresa para o senador Aécio Neves.

A irmã do parlamentar afastado é apontada como intermediadora das negociações para o repasse dos recursos, conforme as investigações da Polícia Federal.

Tornozeleira eletrônica

Assim como Andrea Neves, Pacheco e Mendherson já deixaram a penitenciária utilizando a tornozeleira eletrônica, foram levados em viaturas da Polícia Federal para o Instituto Médico Legal (IML), e deixados em suas residências.

Em nota divulgada na semana passada, a defesa do senador Aécio Neves nega que ele tenha cometido irregularidades.

Novo inquérito

O ministro Marco Aurélio Mello autorizou a abertura de mais um inquérito para investigar Neves, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que quer apurar a ocorrência dos crimes corrupção e lavagem de dinheiro. É o nono inquérito a que Aécio responde no STF.

O inquérito é desdobramento de outro, já em curso no STF e iniciado após as delações da JBS. O novo inquérito vai apurar informações repassadas pelos delatores segundo as quais Aécio recebeu propinas entre 2014 e 2016. E também medidas que Aécio teria tomado para ocultar a origem de propina.