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Ipece destaca que, com as chuvas, o PIB da agropecuária cresceu 10,59% entre o último trimestre de 2016 e os primeiros três meses deste ano. (Foto: Kid Jr.)

Exportações do CE crescem 89,3% de janeiro a abril.

04/07/2017

A economia do Ceará demonstra sinais de melhora, mas ainda contabiliza resultados negativos e depende da recuperação nacional. Essa é uma das conclusões da segunda edição do estudo Farol da Economia Cearense, publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Dentre os destaques positivos do Estado, o levantamento aponta a balança comercial cearense. As exportações tiveram crescimento de 89,38% no primeiro quadrimestre deste ano ante igual período de 2016. Em relação a 2015, alta foi ainda maior (97,35%). "Parte desse efeito pode ser decorrente do início das operações da CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém)", destaca o estudo.

"Já as importações cresceram 25,60% em relação a 2016, mas ainda são menores (-38,70%) que as registradas em 2015", acrescenta o Ipece. Assim, o saldo negativo da balança vem se reduzindo progressivamente nos primeiros quadrimestres de 2015 (US$ -896,6 milhões), 2016 (US$ -283,5 milhões) e 2017 (US$ -131 milhões).

O instituo também destaca o desempenho positivo da agropecuária. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor no Ceará cresceu 10,59% entre o último trimestre de 2016 e os primeiros três meses deste ano. "A agropecuária, por exemplo, já começou a sentir os efeitos positivos das chuvas. No próximo trimestre, a perspectiva é que haja um novo avanço", diz o Ipece.

Desempenhos negativos

Em contrapartida, a economia cearense ainda sente mais fortemente a crise econômica no comércio e na indústria.

O PIB do segmento comercial teve queda de 1,02% no primeiro trimestre deste ano, frente a igual período de 2016. A indústria teve baixa de 2,12% nessa mesma base de comparação.

Com relação ao cenário macroeconômico do Estado e do País, o estudo aponta que "o PIB ainda tem apresentado variações negativas nas comparações com os mesmos trimestres do ano anterior, mas apresentou crescimento de 1,0% (Brasil) e 1,87% (Ceará) no 1º trimestre de 2017 em relação ao 4º trimestre de 2016, interrompendo um ciclo de quedas".

Sobre o otimismo de especialistas de mercado, o Ipece diz que "a crise política ajudou a aumentar o nível de incerteza, mas sem comprometer ainda o quadro geral delineado".