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Reparação de veículos automotores e motocicletas figura desde o ano de 2010 como a atividade que concentra a maior parte do pessoal ocupado. (Foto: LC Moreira)

Estado ganhou mais de 3,7 mil novas empresas.

Ao todo, o Estado contava, naquele ano, com 150.881 unidades em atividades, sendo 66.322 em Fortaleza.

06/07/2017

Em 2015, o Ceará ganhou 3.778 novas empresas e outras organizações ativas, o que representou um aumento de 2,5% na comparação com 2014. No entanto, no fim de 2015, as 150.881 unidades em atividade no Estado empregavam 1,663 milhão de pessoas, contingente que sofreu uma redução de 26,7 mil postos, ou 1,58%, em relação a 2014.

Em 2015, o Ceará era responsável por 2,7% das unidades locais do País, e por 3,1% das pessoas ocupadas. Os dados são do Cadastro Central de Empresas (Compre), divulgado ontem (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diferente do que ocorreu no Estado, Fortaleza registrou redução do número de empresas e outras organizações ativas em 2015, com a perda de 51 unidades em relação a 2014. Ao todo, a Capital contava com 66.322 unidades locais no final de 2015.

Já o número de pessoas ocupadas em Fortaleza caiu de 910,1 mil, em 2014, para 880,7 mil, em 2015, uma queda de 29,3 mil postos, o que representou uma retração de 3,22%.

Salário

Em 2015, o salário médio mensal no Ceará foi de 2,3 salários mínimos (R$ 1.808,62), enquanto no Brasil, o salário médio foi de 3,1 salários mínimos (R$ 2.480,36). De todas as unidades da federação, apenas os estados da Paraíba e Alagoas, ambos com salário médio de 2,2 salários mínimos, ficaram atrás do Ceará. No Nordeste, a remuneração média foi de 2,5 salários mínimos (R$ 1.948,76). As Unidades da Federação com os maiores salários médios foram: Distrito Federal (5,7 salários mínimos), Amapá (3,9 salários mínimos), Rio de Janeiro (3,7 salários mínimos) e São Paulo (3,6 salários mínimos).

Brasil

O País ganhou cerca de 11,6 mil novas empresas e outras organizações ativas em 2015, um aumento de 0,2% em relação a 2014, enquanto o número de pessoal ocupado assalariado diminuiu 3,6%, o que representou 1,8 milhão de trabalhadores a menos. Naquele ano, as 5,1 milhões de empresas e outras organizações em atividade no Brasil empregavam 53,5 milhões de pessoas, que receberam um total de R$ 1,6 trilhão em salários e outras remunerações.

Em comparação com 2014, o número de sócios e proprietários caiu 0,1% no período, ou 7,7 mil pessoas. Também foi registrada queda no total de salários e outras remunerações (-4,8%) e no salário médio (-3,2%). É a primeira vez que o pessoal ocupado total e assalariado cai desde o início da série, em 2007. Apesar da perda de empregos, a pesquisa mostra que entre 2010 e 2015, as empresas e outras organizações formais geraram 3,6 milhões de novos vínculos empregatícios.

Atividades

De acordo com a pesquisa, a seção Comércio: reparação de veículos automotores e motocicletas figura desde 2010 como a atividade que concentra a maior parte de pessoal ocupado assalariado, e chegou a 9,1 milhões de pessoas em 2015. O setor concentrava o maior número de empresas e outras organizações (39,2%) e de pessoal ocupado total (22,1%).

Já as indústrias de transformação apareceram em segundo lugar na variável pessoal ocupado total (15,4%) e salários e outras remunerações (17,6%).