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Tucano corria o risco de ser cassado caso o processo fosse adiante no Senado Federal. (Foto: Ag. France Presse)

Ação contra Aécio Neves é arquivada pelo conselho de ética.

07/07/2017

Brasília. Por 12 votos a 4, o Conselho de Ética do Senado arquivou o processo contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) para investigar os R$ 2 milhões que o senador teria pedido à JBS.

O presidente do Conselho, senador João Alberto (PMDB-MA), já havia arquivado monocraticamente a representação no mês passado. No entanto, ela foi a voto, ontem, e a maioria seguiu o presidente, determinando o encerramento do caso.

Se o processo fosse adiante, Aécio poderia ter seu mandato cassado. A sessão estava lotada, mas Aécio não compareceu.

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) insinuou que senadores foram ameaçados de que, caso aceitassem a continuidade do processo contra Aécio, uma "enxurrada" de representações seria apresentada, atingindo dezenas de senadores.

Na hora de votar, muitos dos que votaram pelo arquivamento citaram que era preciso aguardar o pronunciamento do Supremo Tribunal Federal (STF), onde Aécio é alvo de nove inquéritos. O presidente do Conselho disse que o colega não pode ficar "sangrando" e o elogiou.

Autor da representação junto ao Conselho de Ética, subscrita pela Rede e pelo PSOL, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) lamentou o resultado e afirmou que existe um acordão entre os grandes partidos para salvar os seus. "Saio daqui muito pessimista. Me parece que há dois tipos de julgamento: um contra aqueles que não têm poder político no Senado. Outro contra os que têm maior poder político no Senado. Houve aqui uma troca concreta de favores entre grandes partidos", disse.