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Senador Tasso Jereissati e governador paulista Geraldo Alckmin defendem que PSDB deixe governo. (Foto: Agência Brasil)

FHC e líderes tucanos vão discutir hoje desembarque.

10/07/2017

Brasília. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu, ontem, que seu partido deixe de participar do governo do presidente Michel Temer (PMDB) após a aprovação das reformas Trabalhista e da Previdência.

Essas questões serão discutidas em reunião prevista para esta segunda-feira (10), no Palácio dos Bandeirantes, sede do executivo paulista, com as principais lideranças da legenda, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, governadores e parlamentares.

Ao falar à imprensa após o desfile comemorativo da Revolução Constitucionalista de 1932, ontem (9), na capital paulista, o governador voltou a dizer que anteriormente havia se posicionado desfavoravelmente à ocupação de cargos pelo PSDB no governo Temer.

Segundo Alckmin, os tucanos deveriam somente ter dado apoio às reformas propostas pelo peemedebista.

Em seguida, o governador afirmou que a legenda não deve continuar na administração federal após a aprovação das alterações nas regras trabalhistas e previdenciárias.

"Hoje, o que nós devemos fazer? Aguardar o término das reformas. Depois disso, eu vejo que não há nenhuma razão para o PSDB participar do governo".

Presente ao mesmo evento, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), repetiu seu posicionamento de que a saída do governo Temer pode ser discutida, mas a sigla deve continuar apoiando as reformas Trabalhista e da Previdência.

"Eu não defendo que o PSDB se mantenha no governo. Defendo que o PSDB tenha um olhar para o Brasil. Pode até ser sem ficar no governo, essa é uma questão do debate", afirmou.

A fala de Doria mantém a estratégia de não ter um discurso que seja de confronto em relação ao de Alckmin, que é seu padrinho político mas pode vir a disputar com ele o posto de candidato do PSDB à presidência em 2018.

"É preciso ter consciência e equilíbrio para tomar decisões. Não vejo que as decisões devam ser apenas de ordem partidária e política. Devem ser de ordem social", disse o prefeito.

Doria evitou falar sobre qual seria o melhor nome para liderar o País neste momento. "Não vejo discussão em torno de nomes. Vejo discussão em torno do País, de qual é a melhor alternativa para estabilizar o País".