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O delator da empreiteira tinha acusado o ex-presidente da República de receber indevidamente o terreno para sediar seu instituto em troca de vantagens. (Foto: AFP)

Por Meio de Advogado: Documentos de Odebrecht não têm idoneidade, diz Lula.

Defesa do petista tenta invalidar material que delator apresentou na ação sobre o terreno da sede do instituto em SP.

23/02/2018

Curitiba. A defesa do ex-presidente Lula afirmou, ontem, que a perícia contratada pelos advogados constatou que documentos anteriormente juntados pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht são inidôneos, e que o assunto ainda é discutido em incidente de falsidade criminal pendente de julgamento na ação que trata da venda de um terreno para a construção do Instituto Lula.

Na quarta-feira (21), a defesa de Marcelo Odebrecht apresentou e-mails trocados entre executivos do grupo que tratariam da venda de um terreno para a construção do Instituto Lula.

Os documentos foram anexados aos autos do processo em que Lula é acusado de beneficiar indevidamente a empreiteira em troca de vantagens, como o terreno em São Paulo para o instituto. Marcelo Odebrecht teve acordo de colaboração premiada homologado pelo Supremo em janeiro de 2017.

Na petição, os advogados de Odebrecht afirmam que os e-mails não foram apresentados antes porque o empresário só teria tido acesso a eles quando passou a cumprir regime domiciliar, em dezembro.

Já o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse que, de acordo com a lei, “os novos documentos deverão ser retirados do processo”. “Se isso não ocorrer, a defesa de Lula irá questionar a idoneidade do material, além de pedir a reabertura da fase de instrução, para que todas as testemunhas sejam novamente ouvidas”. O especialista que analisou papéis anexados pelo Ministério Público Federal em acusação contra o petista diz que alguns extratos têm marcas de montagem ou enxerto. A defesa declara, ainda, que os documentos juntados não mudam a “realidade” de que Lula “jamais solicitou ou recebeu a propriedade ou a posse de qualquer imóvel para o Instituto Lula”.

Sobre o argumento da defesa de que a fase de instrução já terminou e que esses documentos não deveriam ter sido apresentados, a resposta é que “Sérgio Moro só se manifesta nos autos”. O MPF também respondeu que só se manifesta nos autos.

Pedro Corrêa

Ontem, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) prestou depoimento ao juiz Moro sobre outro caso envolvendo o ex-presidente Lula. O ex-parlamentar falou como testemunha de acusação no processo sobre as reformas do sítio de Atibaia. “Eu não tenho nenhum conhecimento de reforma feita no sítio de Atibaia. Eu sabia que o presidente Lula tinha um sítio em Atibaia, porque as pessoas diziam que iam lá jogar futebol, visitar o presidente. Mas eu não tinha conhecimento, nunca fui nesse sítio de Atibaia e não sabia nem o nome do sítio. Na verdade, na verdade, eu não tinha, eu sabia que os contratos tinham propina porque nós recebíamos propina da Diretoria de Abastecimento”.



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