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Orlando Diniz, presidente da Fecomércio-RJ, foi levado por agentes da PF à prisão, após encontrá-lo em um dos seus imóveis no Leblon. (Foto: Folhapress)

Presidente é preso: PF realiza ação na Fecomércio do RJ.

Operação Jabuti apura suposto esquema de lavagem de dinheiro, que teria ligação com Sérgio Cabral (PMDB).

24/02/2018

Rio de Janeiro. O presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz, foi preso na sexta (23) durante a Operação Jabuti, uma etapa da Operação Calicute, desdobramento da Lava-Jato no Rio.

Os investigadores apuram indícios de que Diniz usou o esquema de lavagem de dinheiro montado pela organização criminosa comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Segundo a PF, a entidade pagou com seus recursos R$ 180 milhões em honorários a escritórios de advocacia, sendo que R$ 20 milhões tinham como destino o escritório de Adriana Ancelmo, mulher de Cabral.

Ainda de acordo com a polícia, diversas pessoas receberam por anos salários da federação, mas não trabalham para a entidade, e sim para Cabral. A Fecomércio, que representa sindicatos patronais do setor, esteve entre os clientes do escritório de advocacia da mulher de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo.

Repasses

Conforme os investigadores, o escritório foi usado no governo do peemedebista para repasses de propina de diversas empresas. Os envolvidos são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro e de corrupção.

Só a Fecomércio-RJ fez pagamentos de R$ 13 milhões, apontou a quebra do sigilo. A defesa de Diniz disse que as acusações são "infundadas".

Diniz foi preso em um dos seus apartamentos no Leblon, zona sul do Rio. Em dezembro de 2017, ele foi afastado do comando do Sesc e Senac no Rio por suspeita de irregularidades.

Ele já era investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por supostos pagamentos indevidos de entidades do Sistema S à Fecomércio-RJ. De acordo com o tribunal, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 46 milhões. Ainda segundo as investigações, o escritório do advogado e compadre do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira, foi o que mais recebeu repasses da Fecomércio-RJ, que teria pagado R$ 68,3 milhões para o escritório de Teixeira.

O nome de Lula não é citado no documento. O ex-presidente é o principal cliente do escritório. Teixeira já é réu em duas ações penais da Lava-Jato em Curitiba junto com Lula.

No mesmo escritório, trabalha o advogado Cristiano Zanin Martins, genro de Teixeira e responsável pela defesa do ex-presidente petista em todas as ações penais contra ele.



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