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Segundo o MP-RJ a manobra consistia em adulterar as contratações, superfaturar o serviço e o excedente em propina. Sérgio Cabral ficaria com 5% (Foto: Agência Brasil)

Desperdício de Medicamentos: Cabral é suspeito em novo esquema.

Fraudes teriam sido montadas pelo ex-governador fluminense e pelo então secretário Sérgio Côrtes.

26/02/2018

Rio de Janeiro. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP_RJ) ajuizou uma ação civil pública para apurar a prática de corrupção relacionada ao desperdício de toneladas de medicamentos em dois estoques da Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo as investigações, as imagens de incontáveis caixas de remédios vencidos, que tiveram repercussão nacional em 2016, foram causadas por um esquema de fraudes montado pelo ex-governador Sérgio Cabral com a ajuda do secretário de Saúde de seu governo, Sérgio Côrtes. Outra peça no esquema é o empresário Arthur Soares, o 'Rei Arthur', dono das empresas responsáveis pela gestão da Central Geral de Abastecimento da Secretaria. Além de Cabral, Cortes e Soares, outras 17 pessoas são alvos do processo.

Sem medicamentos

O MP conduz uma investigação para a apurar as responsabilidades civil e penal relacionadas ao desperdício dos medicamentos, encontrados em depósitos em Niterói e Nova Iguaçu, no Grande Rio, locais administrados por empresas de Arthur Soares. De acordo com o ex-subsecretário estadual de Saúde Cesar Romero, delator premiado da Lava-Jato no Rio, a licitação para a escolha do gestor da CGA foi fraudada. A disputa foi vencida pelo consórcio Log Rio, do empresário Arthur Soares, que levou um contrato de R$ 255 milhões. O contrato durou sete anos até ser suspenso em abril de 2016.

A ação civil pública é o primeiro de uma série de desdobramentos do inquérito sobre os estoques de medicamentos. Na delação, Romero afirmou que as empresas assumiram a gestão da CGA sem ter qualquer experiência em logística de saúde. Isso teria ocasionado graves problemas no armazenamento e distribuição de medicamentos aos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

A força-tarefa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal investiga uma nova ramificação do esquema montado por Sérgio Côrtes e empresários para direcionar contratos de prestação de serviços com a Secretário Estadual de Saúde do Rio durante sua gestão (2007-2013).



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