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Nome do PPS se tornou o ministro-chave do presidente Michel Temer no plano de ações para a Segurança Pública, alvo de críticas da oposição. (Foto: Agência Brasil)

Raul Jungmann assume hoje a Segurança Pública.

Vitrine da nova fase do governo Temer, nova Pasta vai incorporar a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária.

27/02/2018

Brasília. O governo anunciou, ontem, Raul Jungmann (PPS) para o novo Ministério Extraordinário de Segurança Pública. Jungmann deixa o Ministério da Defesa. A posse dele está prevista para as 11h de hoje, após o presidente Michel Temer ter assinado ontem à noite a Medida Provisória que cria a nova Pasta.

Temer também já agendou para quinta-feira (1/3) uma reunião entre governadores e o ministro Raul Jungmann.

A nova Pasta vai assumir a maior parte das ações federais em segurança, incorporando a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

Para chefiar a Defesa, o governo indicou interinamente o general Joaquim Silva e Luna, atual secretário-geral da Pasta.

Segundo o ministro da Justiça, Torquato Jardim, o novo ministério terá um secretário executivo e nove assessores.

Os demais funcionários serão transferidos da Justiça, Pasta que atualmente responde pela área de Segurança Pública.

O general Silva e Luna, como secretário-geral, era o responsável pela coordenação e planejamento de ações do Ministério.

A intervenção federal no Rio deverá ter os principais nomes da cúpula da segurança pública definidos esta semana. O coronel Wolney Dias, comandante da Polícia Militar, e delegado Carlos Leba, da Polícia Civil, não deverão permanecer nos cargos. Para a sucessão dos dois, o novo secretário de Segurança, general Richard Fernandez Nunes, quer quadros internos.

Inicialmente, chegou-se a cogitar a nomeação de um militar do Exército para a PM. Mas a ideia acabou descartada. Responsável pela articulação política do Palácio do Planalto, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) defendeu, ontem, que o Ministério da Defesa seja comandado por um civil.

A intenção, segundo Marun, é que todos os ministros interinos permaneçam no cargos até abril, quando o governo terá de promover uma considerável reforma ministerial, já que ao menos 12 titulares devem se desincompatibilizar para disputar as eleições.

Cearenses

A criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública tem sido vista com cautela e recebeu elogios e críticas de parlamentares da bancada cearense.

O deputado Aníbal Gomes (PMDB) defendeu a criação da nova Pasta. "Facilita (o combate ao crime) porque terá exclusividade de atuação nesta área".

Para o deputado Cabo Sabino (PR), o Ministério da Segurança Pública é uma demanda antiga da área e pode ajudar a solucionar a falta recursos.

Na avaliação de Chico Lopes (PCdoB), porém, a medida tem um viés de propaganda e não solucionará a crise da segurança pública. O deputado José Airton (PT) ponderou, por sua vez, que o "problema não é só criar o ministério é dar condições para combater o tráfico".

Colaborou Carolina Curvello



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