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Claudiney Rodrigues de Souza, o 'Cláudio Boy', 36, vivia em Fortaleza, mas foi preso em São Paulo dias depois que os líderes da facção foram executados. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

"Cláudio Boy" era ligado aos dois líderes do PCC.

O mineiro morava em Fortaleza e havia se encontrado com "Gegê" e "Paca" antes dos dois serem mortos no Ceará

28/02/2018

A Polícia Civil do Ceará encontrou provas da ligação entre Claudiney Rodrigues de Souza, o 'Cláudio Boy', 36, apontado como um dos principais nomes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em Minas Gerais, com os dois líderes da facção, Rogério Jeremias de Simone, o 'Gegê do Mangue', 41; e Fabiano Alves de Souza, o 'Paca', 38, mortos no Ceará, no último dia 15.

'Cláudio Boy' foi preso no dia 19 deste mês, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após pegar um avião em Fortaleza. Procurado pela Polícia Federal (PF) e pela Interpol, por tráfico internacional de drogas e homicídios, ele levava uma vida tranquila como empresário na Capital cearense há, pelo menos, seis anos.

Com documento falso, circulava entre figurões da alta sociedade cearense, sem levantar suspeitas, e participava de festas e confraternizações. No entanto, também se encontrava com integrantes da facção criminosa. "Os três (Gegê, Paca e Cláudio Boy) foram vistos no mesmo endereço, uma mansão no Alphaville Fortaleza", disse uma fonte ligada às investigações.

O que os policiais ainda não descobriram é se 'Cláudio Boy' teve participação no duplo homicídio ou se fugiu do Ceará com medo de também ser morto. "Isso ainda está sendo investigado, mas ele era totalmente ligado ao 'Gegê e ao Paca", revelou.

Além de 'Claudio Boy', outro mineiro está no radar dos investigadores da Polícia Civil cearense, sob suspeita de participar da organização criminosa. O advogado Emerson Pinheiro aparece como proprietário de uma das mansões compradas por 'Gegê' e 'Paca', após a chegada deles ao Estado, ainda em 2017. A casa de alto padrão, situada na Lagoa do Uruaú, em Beberibe, está em nome do advogado. Ele e outras pessoas teriam sido usadas como 'laranjas' da facção.


Fabiano Alves de Souza, o 'Paca', de 38 anos, era também uma das lideranças da organização criminosa e estava com 'Gegê do Mangue' no Ceará. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Defesa

O advogado de defesa de Claudiney Rodrigues de Souza, Ramon dos Santos, conversou com a reportagem, ontem, e afirmou que seu cliente sequer tinha ouvido falar em 'Gegê do Mangue' e 'Paca'. Conforme a defesa, 'Cláudio Boy' residia em Fortaleza há, cerca de, seis anos, acompanhado por cidadãos comuns e na tentativa de se desvincular dos crimes cometidos no passado. "Quando o Claudiney se estabeleceu em Fortaleza, ele queria fugir do seu passado. Só se aproximou de pessoas boas. Se valia de identidade falsa, mas não pertencia a nenhuma facção criminosa", disse Ramon dos Santos.

A defesa ressaltou que a ida de Claudiney Souza até São Paulo, após o duplo homicídio, foi uma coincidência. Conforme o advogado, o criminoso já tinha passagem comprada para aquela data e era seu costume fazer viagens a outras regiões do País.

"Se ele tivesse fugindo de alguma coisa, jamais iria de avião, e não ia esperar até segunda-feira. Hoje, ele está no presídio de Minas, em um pavilhão que não pertence ao PCC. Está até com problemas porque os presos acham que ele usou o nome da facção em vão", contou Santos.

O promotor de Justiça de São Paulo, Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), já havia afirmado desconhecer qualquer relação entre 'Cláudio Boy' e a dupla morta.



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