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Líderes da sigla especularam que a operação da PF teria intenção de minar eventuais substitutos de Lula. (Foto: PR)

PT: Wagner segue como "plano B".

28/02/2018

São Paulo. Lideranças petistas avaliam que a operação da Polícia Federal "constrange e atrapalha" os planos do PT de fazer de Jaques Wagner o plano B caso o ex-presidente Lula seja impedido de disputar a Presidência da República por causa da Lei da Ficha Limpa.

Dirigentes da legenda acreditam, porém, que o episódio não significará uma pá de cal para o ex-governador da Bahia porque o discurso de "perseguição ao partido", já usado nas acusações contra o ex-presidente, também se aplica nesse caso e encontra eco em uma parcela significativa de eleitores. Outra aposta é que os adversários terão dificuldade para tratar de escândalos de corrupção durante a campanha, já que denúncias têm atingido integrantes das mais diversas legendas. Wagner é o preferido da maioria dos dirigentes e parlamentares do PT para entrar na disputa ao Planalto.

O plano na legenda é levar a candidatura de Lula, mesmo com a condenação em segunda instância que o torna ficha-suja, até o prazo final para a troca do cabeça da chapa, a 20 dias da eleição. Se até lá os advogados não conseguirem uma liminar nos tribunais superiores, ocorreria a mudança de candidato.

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad também é citado como plano B, mas seu nome enfrenta resistência porque alguns petistas consideram que ele não defende a legenda de forma enfática. Wagner, que governou a Bahia por dois mandatos, também tem um retrospecto eleitoral mais favorável do que o ex-prefeito, derrotado no primeiro turno ao tentar a reeleição em 2016. Apesar das preferências, deve caber a Lula indicar o seu substituto. No mês passado, a Polícia Federal indiciou Haddad por Caixa 2 eleitoral.

Para parlamentares do PT, há relação entre as investigações da PF contra Wagner e Haddad. "Alerta aos petistas: não cogitem nomes como candidatos à Presidência da República porque a Policia Federal instaura inquérito e pede busca e apreensão na casa do sujeito. Já ocorreu com o Lula, com Haddad e agora com o Jaques Wagner", tuitou o deputado Paulo Teixeira (SP). Para o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), é "evidente" a ligação entre a operação da PF e o fato de Wagner aparecer como possível substituto de Lula.



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