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Fernando Henrique Cardoso afirmou que o pleito de outubro não trará nenhum nome novo, após a desistência do apresentador de TV Luciano Huck. (Foto: AFP)

Pressão no PSDB: Após críticas, FHC defende Alckmin.

Ex-presidente da República elogiou governador de SP, mas previu que a segurança pública guiará a eleição.

03/03/2018

São Paulo. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) refutou as críticas de que não vem apoiando devidamente o pré-candidato de seu partido ao Palácio do Planalto, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O ex-presidente disse que ajudou a fazer Alckmin presidente nacional do PSDB e crê que ele tem chances de vitória nessas eleições presidenciais.

Segundo FHC, São Paulo é um Estado em ordem e as finanças estão em dia. "Ele é um homem simples, fala de forma direta com o povo, esses são valores que podem ser transformados em voto. Por isso ele tem muita chance. E como esta é uma eleição casada, um partido como o PSDB terá peso nessa eleição".

O tucano reiterou que um candidato do mercado não vence o pleito, mas isso não quer dizer que ele não respeita o mercado.

"Não tem de ser o candidato do mercado, tem de ser o candidato do País para ganhar as eleições". Para ele, as eleições no Brasil não devem trazer nenhum nome novo. "Mas quem simbolizar a retomada de crescimento, decência e muita tranquilidade ao País, tem todas as chances de ganhar", disse o ex-presidente.

FHC disse que a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro é um processo que demanda tempo. "Os militares têm conduta correta, só vão quando são chamados", comentou.

Para o ex-presidente, o tema segurança vai permear o debate eleitoral deste ano, até mesmo porque o cidadão pobre está desprotegido. "Mas o debate não pode ser feito com demagogia. E precisamos ficar atentos para que isso não ocorra", destacou.

Recado

Alckmin mandou na sexta um recado claro aos pré-candidatos tucanos que pretendem disputar o governo do Estado em outubro: se alguém se sentir prejudicado na decisão sobre a sua sucessão, o descontente poderá migrar para outra legenda.

A três dias da reunião que vai deliberar sobre a candidatura tucana no Estado, e diante do movimento do prefeito João Doria para ser aclamado como candidato sem prévias, o governador afirmou que a escolha pode ser feita tanto por consenso quanto por prévias. "Nós temos 35 partidos, então se alguém se sentir prejudicado, ele vai para outro partido", disse o governador.



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