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Ciro Gomes em um dos eventos da sua pré-campanha, em Fortaleza, faz palestra com o tema “Um Brasil forte para quem trabalha e produz” para uma plateia de apoiadores, dentre eles o governador Camilo Santana. (Foto: Kléber A. Gonçalves)

Posição de Ciro e a aliança com Eunício.

05/03/2018

Parlamentares dos principais partidos que fazem parte da base governista de Camilo Santana receberam com entusiasmo as declarações do pré-candidato à Presidência, Ciro Gomes (PDT), de possível aliança com o presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício Oliveira (PMDB). O diálogo entre o governador petista e o senador peemedebista pode avançar e resultar em um reconhecimento público até o dia 19 deste mês.

A data é emblemática, pois é quando comemora-se o dia de São José, padroeiro do Ceará. Em 2018 ela será comemorada na terceira segunda-feira do mês, um feriado estadual. Na ocasião, segundo informações do Governo, serão anunciados diversos projetos durante a “Solenidade de São José”.

Projetos de cisternas, tratores e sistemas de abastecimento de água. Está sendo acertado um aditivo de R$ 144 milhões para ampliar o Programa Água para Todos no Ceará. O Governo se reuniu com o secretário Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional, Marlon Cambraia, para tratar de outras parcerias que devem ser anunciadas no dia 19.

Durante o evento, segundo fontes dos partidos interessados na aliança, haverá um reconhecimento público da necessidade de aliança político-eleitoral, para além do compromisso institucional, que já é de conhecimento da sociedade.

Depois de acenos do ex-governador Cid Gomes e encontro, na semana passada, com o prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT), o que faltava para selar de vez o acordo político entre Eunício e Camilo Santana era uma fala de Ciro Gomes, e isso aconteceu no Cariri, durante abertura do evento “Rumo 12”.

Conforme o Diário do Nordeste de sexta-feira mostrou, após ser provocado sobre a possível aliança entre Camilo e Eunício, o presidenciável afirmou que não pretende fazer (aliança), a não ser que seja natural. “Vamos vendo como o povo vê isso. Se parecer natural para o povo, a gente senta para conversar (sobre) política”.

“Se Eunício viabilizar recursos para o Estado, eu agradeço publicamente. Ao invés de perseguir, ele ajudou. Se amanhã ou não isso vai criar um ambiente que adversários de ontem podem dar as mãos com respeito do povo, só o tempo vai dizer. Eu, nesse momento, sou um obstáculo. O que temo é que reunião de adversários de ontem possa parecer que é entendimento de gabinete para diminuir o valor do eleitor”, disse Ciro em entrevista.

As declarações do pedetista chegaram como alento no Governo do Estado, onde alguns gestores ligados ao governador avaliam que existem boas possibilidades de composição. De acordo com fontes do Palácio do Planalto, ainda há muito a ser avançado, mas após “diálogo e paciência”, se chegará ao “melhor lugar”.

Apesar de acharem cedo, pessoas ligadas a Camilo disseram que a vantagem da gestão é que muitas obras e ações estão sendo realizadas na área social, de infraestrutura e preparação do Estado para o futuro. Parte desses investimentos são oriundos de conversas entre o chefe do Poder Executivo Estadual e o presidente do Congresso Nacional.

Peemedebistas também estão entre os mais entusiasmados com tal aproximação. De acordo com o deputado Leonardo Araújo (PMDB), a parceria institucional está bem alicerçada e avaliada pela população do Ceará pelos benefícios que trouxe para o Estado. “É muito provável que isso evolua para uma aliança eleitoral”, defendeu.

Audic Mota (PMDB), por sua vez, afirmou que a aliança é possível, mas não inevitável. Para ele, o ponto positivo dessa aproximação é a construção imediata de resultados para o povo cearense. No entanto, ele destacou frase muito conhecida nos bastidores da política local, que diz que a “política é dinâmica”, e qualquer passo em falso pode prejudicar a aproximação entre PMDB e PT no Ceará. “Eu achei que ele (Ciro) foi muito sincero em suas palavras”, destacou o peemedebista.

Os petistas, por outro lado, não estão em unidade quando o assunto é a aproximação entre Camilo e Eunício. O deputado Manoel Santana (PT)afirmou que as falas de Ciro Gomes demonstram que ele está procurando “distensionar”, já admitindo o aspecto “necessário e positivo da relação institucional”.

Já Elmano de Freitas (PT) preferiu não tecer comentários direto sobre a entrevista do pedetista. “O Ciro é pré-candidato a presidente, e o meu pré-candidato é o Lula. O Eunício é pré-candidato a senador, meu pré-candidato é o José Pimentel”.

O deputado Julinho disse que acredita que Ciro já admite a possibilidade de aliança eleitoral. “Claro que o Ciro e o Cid não podem negar a grande influência que o Eunício tem hoje no Governo Federal. Isso tem ajudado muito o Ceará, superando várias dificuldades que tínhamos antes dessa aproximação. É cedo para qualquer definição, mas isso facilita o cenário mais para frente”.

No entanto, o presidente do PDT no Ceará, André Figueiredo, não acredita nesta aproximação política. Segundo ele, o presidente da executiva nacional da sigla, Carlos Lupi vem criticando tal composição. “A opinião é uma só. Essa composição não pode sair. A composição é institucional, mas virar aliança eleitoral são outras histórias. Em todos os eventos, o Ciro foi enfático em defender as duas vagas para o PDT”, disparou.



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