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O indicador "Evolução da Produção", que também compõe a Sondagem Industrial, alcançou 48,3 pontos nesta edição da pesquisa. (Foto: José Rodrigues Sobrinho)

Indústria no Ceará: Uso da capacidade instalada é o maior desde 2014.

Aspectos como exportação e investimento atingiram marcas históricas no início de 2018.

06/03/2018

Apesar de passar por um processo de ajuste - como naturalmente ocorre com o setor em todo início -, a indústria cearense demonstra perspectivas mais otimistas neste começo de 2018 em relação ao começo do ano passado ou ainda de 2016, nos quais a crise econômica afetava de forma mais latente a atividade em todo o País. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) registrou o seu maior valor para o mês de janeiro desde 2014, enquanto a perspectiva em relação a quantidade exportada atingiu o seu maior patamar desde 2010 e a intenção de investimento é a melhor desde 2014.

A Utilização da Capacidade Instalada em janeiro deste ano ficou em 44,6 pontos. Já a perspectiva da indústria cearense em relação a quantidade exportada alcançou os 63,6 pontos. Os dados fazem parte da Sondagem da Indústria e foram divulgados ontem (5) pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa considera como limiar divisório o patamar de 50 pontos. Quando um indicador chega ou ultrapassa os 50 pontos, considera-se uma perspectiva otimista. São avaliados para a composição da Sondagem da Indústria (além da Utilização da Capacidade Instalada) os aspectos "Evolução da produção"; "Estoque de produtos finais em relação ao efetivo" e "Evolução do número de empregados".

Abaixo do patamar de 50 pontos, o item "Evolução da produção" registrou 48,3 pontos nesta edição da pesquisa, o que, de acordo com o levantamento, é considerado esperado para o mês de janeiro, decorrente do processo de ajuste após o ápice da produção no fim do ano.

De acordo com o economista da Fiec, Guilherme Muchale, o movimento de ajuste é "bastante comum nos primeiros meses do ano", podendo durar até três meses, a depender da data do Carnaval. Ele explica que, apesar do período de ajuste e do patamar abaixo dos 50 pontos observado em alguns componentes da pesquisa, a indústria cearense teve, neste início de ano, uma queda menos intensa em relação aos dois anos anteriores.

"Além da queda menos intensa, temos um estoque de produtos finais abaixo do esperado. Ter menos estoques indica que ele vai ter que produzir a mais para recompor os estoques e também por conta da demanda", detalha Muchale.

Redução positiva

De acordo com a pesquisa divulgada pela Fiec e pela CNI, o estoque de produtos finais em relação ao estoque efetivo/planejado na indústria cearense decresceu, de 53,6 pontos em janeiro de 2017 para 47 pontos em janeiro deste ano, dado que é positivo, já que exige a elevação da produção para a recomposição dos estoques.

Apesar do dado animador, a indústria segue cautelosa quanto às contratações. De acordo com a Sondagem, o indicador que se refere a evolução do número de empregados assinalou 46,8 pontos, dado que também é reflexo do período de ajuste de quadros e esperado início de ano com a redução menos intensa quando comparada à janeiro de 2017 e de 2016.

Expectativas

A Sondagem da Indústria colhe ainda as expectativas referentes à demanda (58,3 pontos); expectativa para o número de empregados (48,5 pontos); quantidade exportada (63,6 pontos) - melhor patamar desde 2010 -; compra de matérias primas (54,7 pontos) e intenção de investimento, que cresceu para 57,1 pontos, registrando o maior patamar desde novembro de 2014.

Para Guilherme Muchale, a combinação de resultados como a demanda, os estoques reduzidos e as expectativas quanto as exportações "criam uma atmosfera de otimismo por parte do setor". "Deve haver uma continuidade (na melhora desses indicadores) no Ceará e acredito que também da indústria no Brasil. Temos um horizonte positivo".



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