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(Foto: Reprodução/Internet)

Diz Marun: Temer decidiu não recorrer de quebra de sigilo bancário.

07/03/2018

Brasília. O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, anunciou que o presidente da República, Michel Temer, não vai recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso que determinou a quebra do seu sigilo bancário em razão do inquérito que investiga irregularidades na elaboração do "decreto dos portos".

"A decisão de não recorrer é para que o recurso não sirva de munição à hipocrisia dos adversários", declarou Marun em entrevista no Planalto.

"Nós entendemos que quem tomou a decisão, a tomou de forma abusiva e desnecessária, haja vista a fragilidade do inquérito, que não possui base fática", declarou Marun, sem citar o nome do ministro Barroso. Para ele, a situação é tão absurda que "é sabido que as questões que envolvem o tal decreto dos portos são de 2017 e 2016 e se rompe o sigilo bancário do presidente desde 2013".

Marun informou que, tão logo o Banco Central repasse os extratos para o presidente Temer, ele os disponibilizará para a imprensa. Mas não disse quando isso acontecerá. Questionado se o ministro Barroso estava perseguindo Temer, porque ele seria um pré-candidato, Marun reagiu: "antes de mais nada, o presidente não é candidato. O presidente é candidato, hoje, a concluir o seu mandato".

Ontem, Barroso determinou ontem que a PF investigue "vazamento" de informações do inquérito. No despacho, o ministro afirma que a defesa de Temer teve acesso a números de autuação de procedimentos "absolutamente sigilosos".

Padilha

Já o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou, ontem, a decisão de Barroso "não é algo que agrada", mas ponderou que, por não ter nada a esconder, o chefe do Executivo está decidido a tornar a movimentação financeira pública. Ele destacou o fato de a resolução não ter sido motivada por um pedido da procuradora-geral, Raquel Dodge, e disse que, apesar disso, Temer, "de outra parte, encarou com normalidade". O ministro do STF atendeu a um pedido do delegado Cleyber Malta.



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