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Em fevereiro, houve motim da PM em meio à discussões sobre salários. (Foto: Isanelle Nascimento)

Declaração do governador sobre segurança gera repercussão

Parlamentares divergem sobre o assunto que foi debatido no domingo.

Fonte: Diário do Nordeste
06/07/2020

A afirmação do governador Camilo Santana (PT), em entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, de que "houve um movimento para desorganizar a Polícia" desde o final de 2019 com objetivos partidários e relacionados à sucessão na Capital foi o tema de maior repercussão nas política cearense ontem (5). Lideranças ligadas à segurança e aliados do governo divergem sobre o tema.

Para os opositores, a declaração do governador, ao tratar do aumento da violência em meio à pandemia, foi interpretada como "tentativa de culpar a categoria" pela elevação dos índices.

O deputado federal Capitão Wagner (Pros), pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, criticou que o Governo aumentou as atribuições dos policiais, incluindo atividades como organizar filas em banco, e reduziu os agentes nas ruas.

"Quando a Polícia produz um bom resultado, vem o governador puxar o mérito para si. (...) Agora que o dado é negativo, ele esquece de dizer que tirou policial da rua que, ao invés de estar combatendo o crime, está fechando comércio, fechando igreja", disse. Segundo ele, houve redução de horas extras e viaturas na rua.

Em contraponto, o deputado estadual Osmar Baquit (PDT) ressaltou a redução dos índices de criminalidade em 2019 e disse que Wagner incentivou o motim da PM em fevereiro. "Não pode perder o mote da segurança, ele tem que deixar a coisa bagunçada para ter um discurso", disse.

O deputado estadual Soldado Noélio (Pros) fez críticas a Camilo Santana. "O governador colocando a culpa da violência nos policiais seria como colocar a culpa nos médicos pelas mortes devido a falta de estrutura nos hospitais causada pelo próprio governo", afirmou nas redes.

Aliado do governador, o deputado Acrísio Sena (PT) pontuou o número crescente de pré-candidatos às prefeituras e às câmaras municipais oriundos das forças de segurança. "Estamos tratando de uma política de estado, e as forças que compõem a segurança não podem estar contaminadas por projetos políticos e partidários", alerta.


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