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Um suspeito de participar da chacina foi preso, no Meireles. Douglas da Silva já teria matado outro desafeto na Praça da Gentilândia, em 2017. (Foto: Cid Barbosa)

Ordem para chacina veio de um detento.

12/03/2018

A sequência de ataques em Fortaleza, no fim da noite da última sexta-feira (9), que resultou na 'Chacina do Benfica', foi ordenada por um preso membro de uma facção. A informação foi concedida por um policial que atua em uma célula de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que não será identificado.

Conforme o servidor da Pasta, os ataques não foram motivados por rivalidade entre torcidas organizadas, mas pela apreensão de quatro armas, que pertenciam a um traficante. A perda das armas teria desagradado ao criminoso, que decretou a morte dos que, na opinião dele, teriam facilitado a retenção.

No dia seguinte à chacina, o Comando Vermelho divulgou um vídeo reivindicando a autoria do atentado. Questionado sobre a matança ter sido ordenada pelo CV, o secretário da Segurança Pública, André Costa, afirmou acreditar que a divulgação foi uma tentativa de desviar a atenção da investigação dos verdadeiros suspeitos.

Identificação

O primeiro suspeito de envolvimento na matança foi preso na madrugada de ontem. Douglas Matias da Silva foi capturado em um prédio de luxo, no Meireles. Ele já responde por homicídio, roubo e receptação. Em agosto de 2017, teria matado um desafeto na Praça da Gentilândia. Devido ao crime, havia um mandado de prisão em aberto contra ele, desde setembro de 2017.

Outros dois homens que teriam participado diretamente da chacina foram identificados. São eles: Francisco Elisson e Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes, o 'Véi'.

De acordo com a investigação, a informação preliminar é que o trio seja membro da facção Guardiões do Estado (GDE). Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), as investigações levaram equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) à localização de um veículo Fiat Punto, que havia sido captado em imagens de câmeras, localizadas próxima à sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), local de um dos ataques. O carro estava na garagem do prédio, situado na Rua Professor Dias da Rocha, onde morava a namorada de Douglas Silva.

Os policiais realizaram uma busca no apartamento, ao qual a garagem é vinculada, e encontraram dois revólveres calibre 38, uma pistola Ponto 40, munições e carregadores. A reportagem apurou que o suspeito chegou a tentar fugir, mas foi alcançado pelos policiais civis. Sua namorada, uma fisioterapeuta, prestou depoimento e, em seguida, foi liberada. Ela disse que estava com Douglas há oito meses.

Douglas Silva foi autuado pelos crimes de homicídio, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, resistência, receptação e nas Lei das Organizações Criminosas. Em depoimento, Douglas teria dito que estavam sendo ameaçado por membros da facção Comando Vermelho (CV), do bairro de Fátima. Ele negou ter participado do crime.

A Secretaria da Segurança informou que o material apreendido foi encaminhado para a Perícia Forense do Ceará (Pefoce), onde será comparado com o que já havia sido coletado nos locais dos crimes. A Polícia afirmou seguir na busca pelos outros envolvidos na matança.



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