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Geraldo Alckmin (PSDB-SP), aliado do governo de Michel Temer (PMDB-SP), não se mostra disposto a abrir mão de candidatura para apoiar a reeleição. (Foto: ABR)

Movimentações de Alckmin e Meirelles "atrapalham" Temer.

Aposta na reeleição do presidente perdeu força após os partidos aliados reforçarem que vão ter candidaturas próprias.

13/03/2018

Brasília/Cuiabá. As movimentações do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), potenciais candidatos no pleito presidencial de outubro, têm atrapalhado as articulações de parte da base governista que estimula o presidente Michel Temer a lançar sua candidatura à reeleição. O peemedebista tem negado a intenção de entrar na disputa.

Temer avisou, ontem, a líderes e vice-líderes do governo que o Planalto não apoiará candidatos à Presidência que não estejam dispostos a defender o legado do governo nas eleições, informou o deputado Danilo Forte (DEM-CE), um dos vice-líderes do governo na Câmara.

Em evento com a presença de Temer, ontem, por exemplo, Alckmin foi recebido aos gritos de "nosso presidente", além de aplausos da plateia, composta majoritariamente por prefeitos.

Líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) admitiu que o Plano de Segurança lançado em fevereiro é "a bala de prata" para tentar melhorar a imagem de Temer e viabilizar uma eventual candidatura à reeleição. Ribeiro evitou endossar a pré-candidatura de Alckmin e repetiu o discurso de que o País está cansado de polarização.

Alckmin é pré-candidato à Presidência e, segundo a última pesquisa CNT/MDA, está embolado nas pesquisas com outros adversários, como Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (REDE). No evento que reuniu Temer, prefeitos e o ministro Gilberto Kassab, da Ciência e Tecnologia, foi assinada a liberação de verba de R$ 2 bilhões para prefeituras.

Alckmin afirmou que o arco de alianças para a sua candidatura à Presidência será definido "mais para frente", entre os meses de junho e julho. Ele voltou a afirmar que respeita a decisão do DEM de lançar a pré-candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ). "Se pudermos estar juntos ótimo, senão faz-se uma disputa com a mais absoluta legitimidade".

Alckmin também comentou a situação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que tenta viabilizar seu nome na corrida eleitoral. "Meirelles já falou que não quer ser vice, eu respeito".

'União artificial'

Já Meirelles avaliou, ontem, que uma eventual união entre ele próprio, Temer e Maia para uma candidatura única à Presidência da República este ano seria "artificial". No último fim de semana, Meirelles se encontrou com Temer no Palácio do Jaburu para debater o cenário eleitoral.

Por sua vez, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, voltou a criticar, ontem, setores do Judiciário e do Ministério Público, que, na sua avaliação, estariam perseguindo a classe política, em especial Temer.

Marun citou como exemplos a decisão de barrar a nomeação da deputada Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho, a de incluir o presidente em um inquérito que investiga o "Decreto dos Portos" e também a de pedirem a quebra de seu sigilo.

Quanto a esse último caso, Temer tem rediscutido a decisão de divulgar seus extratos bancários após o pedido de quebra de sigilo. O receio é de que o envio dos documentos gere uma espécie de devassa que prolongue o desgaste causado pela decisão.



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