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As câmeras de segurança estão entre os itens mais procurados pelos consumidores, ao lado das cercas elétricas e dos sensores com alarmes. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Serviços de segurança longe de crise na Capital.

O aumento dos índices de violência na Capital cearense tem impulsionado os negócios do setor.

13/03/2018

Diante dos índices de violência crescentes em Fortaleza, a demanda por serviços de segurança vem aumentando ano após ano no mercado da Capital, com crescimento que chega a 30% em alguns itens. Entre os produtos mais procurados, estão câmeras de segurança, cerca elétrica e os sensores com alarmes chamados de barreira infravermelha. Se antes esses equipamentos eram procurados principalmente por pessoas que tinham sofrido assaltos ou após casos de violência na vizinhança, hoje, as pessoas procuram se prevenir, instalando esses dispositivos antes de qualquer ocorrência.

Segundo Gleison Matos, diretor comercial da SE Segurança, empresa especializada em segurança eletrônica, desde 2010, a demanda por câmeras, cercas e alarmes para residências e estabelecimentos comerciais vem crescendo significativamente, mesmo durante os anos de queda da atividade econômica.

"A demanda é crescente, e vem aumentando ano após ano", ele diz. Apenas em 2017, a venda de câmeras pela SE segurança apresentou crescimento de 30% em relação a 2016, enquanto a venda de cercas elétricas, alarmes e barreira infravermelha apresentaram crescimento em torno de 5%.

Perfil

"Com as inovações tecnológicas, sobretudo nas câmeras, a procura aumentou muito", diz Gleison Matos. "E agora a gente não atende só o consumidor residencial, mas atendemos indústrias e empresas, principalmente farmácias, que cresceu muito ao longo do ano passado", acrescenta.

Ele destaca que ainda não é possível fazer uma previsão de crescimento para este ano, mas afirma que o setor segue otimista. "Para este ano, não dá para fazer uma projeção ainda, mas esperamos a manutenção desse crescimento", diz o diretor comercial da SE Segurança.

Facilidade

Além da possibilidade de gravar som, as imagens de câmeras de segurança podem ser visualizadas em diferentes dispositivos tecnológicos, tais como smartphones, tablets ou computadores, o que facilita o acesso do cliente às gravações.

Residências

Segundo Gleison Matos, apesar do crescimento da demanda de indústrias e estabelecimentos comerciais, a maior parte de seus clientes ainda é de consumidores residenciais, principalmente de casas, que veem em equipamentos como câmeras e alarmes uma forma de se sentirem mais seguros. "A insegurança ela aumenta muito a procura por esses equipamentos, com certeza. A gente sente o medo das pessoas, e que muitas vendas são feitas não porque aconteceu alguma com a pessoa ou com o vizinho, mas porque as pessoas estão com uma mentalidade de prevenção", diz Gleison Matos.

Cenário difícil

Com a recente onda de violência em Fortaleza, o gestor comercial da Smart tecnologia, Renato Raposo, diz que a busca por sistemas de monitoramento e de cercas "cresceu um pouco", apesar do cenário econômico ainda difícil enfrentado pelo Brasil e que, consequentemente, afeta o mercado local. No entanto, o orçamento mais apertado dos consumidores permanece freando o avanço do setor, apesar do desejo de ampliar a segurança.

"A gente vê que as pessoas estão tentando se proteger, mas quando a gente passa o orçamento, esbarra na crise financeira. E mesmo a gente tentando baixar o custo, muitas vezes a venda fica comprometida", diz.

Ainda assim, Renato Raposo diz que o setor vem registrando um crescimento anual em torno de 10% e 15%. "Baixou um pouco nos últimos anos, mas quando surgem notícias de violência a gente acaba sendo muito procurado", afirma.

O preço para instalação de câmeras varia de acordo com as características e funções do equipamento, podendo custar entre R$ 1.600 e R$ 1.800, para um conjunto de quatro câmeras. E o preço para instalação de cerca elétrica custa em torno de R$ 20, o metro.



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