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Segundo o governador, todas as cadeias públicas serão fechadas e 14 presídios regionais serão construídos no Estado, com recursos federais. (Foto: Cid Barbosa)

Proposta: Cadeias darão lugar a presídios regionais.

14/03/2018

Duas cadeias públicas do Ceará registraram conflitos internos que acabaram em morte de detentos, em meio a tiroteios, neste ano. Diante da situação, o próprio Governo chegou à conclusão que os 132 equipamentos espalhados pelo Interior não têm condições de serem mantidos. Para substituí-los, Camilo Santana anunciou, ontem, que utilizará recursos federais para construir 14 presídios regionais.

O governador classificou a estrutura das cadeias como precária. "Temos hoje 132 'presídios' (referindo-se às 132 cadeias) precários, antigos, espalhados pelo Ceará. Planejamos fazer 14 presídios regionais. Cada região vai ter esse presídio e vai acabar com esses 132 (equipamentos). Eu vou ter condições de controlar melhor, acompanhar melhor, evitar construir dentro do Centro das cidades", indicou.

Para erguer os presídios regionais, já existem duas fontes de recursos federais. O presidente Michel Temer prometeu, em reunião no último dia 30 de janeiro, em Brasília, investir na construção de, pelo menos, duas unidades penitenciárias no Ceará. As outras 12 unidades devem ser custeadas pelo empréstimo de até R$ 42 bilhões que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) concederá a todos os estados do País, para investirem em Segurança Pública e no Sistema Penitenciário.

"O presidente me garantiu dois (presídios) logo de início. Mas como houve agora a abertura desse financiamento do BNDES, o Governo Federal está disponibilizando R$ 42 bilhões em cinco anos, para os estados fazerem prédios de Segurança e da área penitenciária. Eu tô apresentando ao BNDES uma carta-consulta para fazer investimentos em Segurança Pública e construir o restante", garantiu.

Previsão

O chefe do Executivo estadual não deu previsão para o início das obras dos novos estabelecimentos penais. "O Ceará, hoje, é o Estado mais bem equilibrado. Não tem problema de contrair financiamento, nós temos condições legal para isso. Vamos correr agora e depender da burocracia", justificou.

Enquanto isso, as cadeias públicas seguem sendo palco de assassinatos, rebeliões e fugas. Nas ocorrências mais drásticas deste ano, um total de 12 presos foi assassinado por rivais. Em 29 de janeiro deste ano, 10 detentos foram assassinados e oito feridos com tiros, por internos rivais, na Cadeia Pública de Itapajé. O caso se repetiu pouco mais de um mês depois, na Cadeia Pública de Pentecoste, em 7 de março. Desta vez, duas mortes foram registradas. Os dois casos teriam sido motivados pela guerra entre facções.



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