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Do total que será destinado à indústria, R$ 5 milhões serão desembolsados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico. (Foto: José Rodrigues Sobrinho)

Indústria terá crédito de R$ 9 bi para modernização.

Programa lançado pelo governo federal também prevê isenção de impostos de importação de robôs.

15/03/2018

São Paulo/Fortaleza. O governo federal aproveitou a realização do Fórum Econômico Mundial em São Paulo, ontem, para lançar um programa de modernização do parque industrial brasileiro que prevê linhas especiais de crédito que somam R$ 9,1 bilhões e a isenção do imposto de importação de robôs para incentivar a adoção das novas tecnologias de manufatura.

O objetivo é que, até o ano de 2020, cerca de 18% da indústria nacional já tenha atualizado suas linhas de produção com base nas tecnologias avançadas da chamada Quarta Revolução Industrial, também conhecida como Indústria 4.0.

A maior parte do crédito - R$ 5 bilhões em três anos - será desembolsada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já com juros mais baixos em razão do corte, de 1,7% para 0,9% ao ano, da taxa de remuneração na modalidade. Outros R$ 3 bilhões e R$ 1,1 bilhão sairão de linhas da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco da Amazônia (Basa), respectivamente.

"Não são os bilhões que resolvem, mas sim a acessibilidade, e o BNDES está voltado a ser uma plataforma acessível aos pequenos empresários", comentou o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, durante coletiva dada no Fórum Econômico Mundial, realizado na zona sul da capital paulista.

Simplificação

Rabello ponderou, porém, que políticas de incentivo setorial não serão suficientes se não houver medidas de simplificação tributária e de desburocratização da economia.

O programa é resultado de um debate liderado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) com o setor produtivo nos últimos nove meses. "Estamos lançando uma política preocupados com a cadeia global de valor. Estamos num novo tempo para a indústria nacional. Temos como estimular, seja com tarifas zero na importação de robôs, seja com financiamento a taxas reduzidas", comentou o ministro interino da Indústria, Marcos Jorge.

O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Estado do Ceará (Simec) e do Conselho Temático de Inovação e Tecnologia (Cointec) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Sampaio Filho, comemorou o anúncio de ontem. "Vejo como uma notícia muito positiva, principalmente pelo momento econômico que passamos. Vem em um momento oportuno, não só para o setor metalmecânico, mas para todos".

O diretor administrativo da Fiec, Ricardo Cavalcante, ressaltou que havia necessidade de investimentos para desenvolver ainda mais o setor industrial.

"Para a indústria do Ceará, é importantíssimo. É um momento diferenciado que a indústria vai começar a viver agora. Alguns setores estão andando bem, mas alguns ainda estão precisando de um grande empurrão", frisou.



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