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Em 2017, diz a CNI, 23,5% dos insumos utilizados pela indústria eram importados, uma fatia maior que a registrada no ano anterior. (Foto: Elizangela Santos)

Indústria Brasileira: Após 3 anos, consumo de importados volta a subir.

Segundo a CNI, no ano passado, 17% dos produtos vendidos no mercado interno vinham do exterior.

16/03/2018

Brasília/Fortaleza. Depois de três anos de queda, o consumo de produtos importados cresceu em 2017 no Brasil. De acordo com dados divulgados ontem, no estudo Coeficientes de Abertura Comercial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de cada 100 produtos vendidos no País no ano passado, 17 eram importados.

Em 2013, 18,2% dos produtos vendidos no mercado interno eram estrangeiros. Desde então, esse percentual caiu, chegando a 16,4% em 2016. Em 2017, subiu para 17%.

Dos 23 setores da indústria de transformação, apenas sete registraram queda do coeficiente de penetração das importações a preços constantes, em 2017.

Os importados também voltaram a ganhar participação no total de insumos utilizados pela indústria. Em 2013, a participação desses produtos era de 26,1%. Em 2014 começou a cair, chegando a 22,5% em 2016. Em 2017, foi de 23,5%.

Além do aumento de importados, a participação dos produtos exportados manteve-se praticamente constante, interrompendo uma sequência de altas que vinha desde 2015. O coeficiente de exportação da indústria de transformação passou de 15,7% em 2016 para 15,6% em 2017.


(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Participação

O coeficiente mede a importância das vendas externas para o setor. Em 2017, a indústria de transformação nacional registrou aumento de 3,6% do volume produzido, acompanhado de crescimento menor do volume exportado (2,3%). Com isso, o coeficiente recuou 0,1%, o que corresponde a uma redução de 1,2 ponto percentual.

O aumento da participação dos importados no mercado nacional e a perda da importância das exportações na produção da indústria decorrem "da recuperação do consumo interno e da valorização do real diante do dólar", diz a economista da CNI, Samantha Cunha, em nota divulgada pela Confederação.

De acordo com a CNI, o crescimento da demanda repercute nas importações e também na produção para o mercado doméstico, aumentando a sua importância relativa para a indústria. A apreciação do real estimula as importações e desestimula as exportações.

Entre 2015 e 2017, o real valorizou 13,4% frente à cesta de moeda de seus principais parceiros comerciais.

Coeficientes

O estudo, disponível no site da CNI, apresenta os resultados de quatro coeficientes: o de exportação, que mede a participação das vendas externas no valor da produção da indústria de transformação; o de penetração de importações, que acompanha a participação dos produtos importados no consumo brasileiro; o de insumos industriais importados, que aponta a participação dos insumos industriais importados no total de insumos industriais adquiridos pela indústria de transformação nacional; e o de exportações líquidas, que mostra a diferença entre as receitas obtidas com as exportações e as despesas com a importação de insumos industriais no Brasil, ambas medidas em relação ao valor da produção.



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