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Jogo entre Fortaleza e Ferroviário está marcado para a próxima quinta-feira (22), às 21, na Arena Castelão. Ferrão quer o adiamento da partida. Fortaleza é contra. (Foto: Kid Júnior)

Campeonato Cearense tem novo impasse com tabela.

Após solicitação, Sindicato dos Atletas diz que vai entrar na Justiça para adiar rodada final da 2ª fase.

20/03/2018

Como já é histórico, o Campeonato Cearense tem que ter um imbróglio extracampo. Não que o atual tenha sido pacífico, já que houve desentendimento entre o Fortaleza e o sindicato dos árbitros. Mas, agora, a confusão deve ser ainda maior. O Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Ceará (Safece) promete pedir judicialmente hoje o adiamento de dois jogos da rodada final da 2ª fase do Certame, marcados para esta quinta-feira (22). Ceará e Ferroviário não se manifestam oficialmente, já o Fortaleza é totalmente contrário. O Floresta não vê problemas em uma remarcação.

O imbróglio é justamente nas partidas mais importantes: Ceará X Floresta (Estádio Presidente Vargas, 21h) e Fortaleza X Ferroviário (Arena Castelão, 21h). Segundo o presidente do sindicato, Marcos Gaúcho, a entidade foi procurada por atletas do Vovô e do Ferrão para que os jogos sejam adiados. Motivo: o Ferroviário entra em campo contra o Vitória, no estádio Presidente Vargas, na quarta-feira (21), pela Copa do Nordeste, e o Ceará encara o CSA, em Maceió, hoje pela mesma competição.

Alegações

A alegação é que não há tempo hábil para que atletas, comissão técnica e outros profissionais consigam descansar para o decisivo clássico do dia seguinte, no caso do Ferroviário. A partida vale tanto a possibilidade de vice-liderança e de vantagens para o Fortaleza, como a sobrevivência do time Coral no certame.

Mesmo utilizando reservas em algumas partidas da Copa do Nordeste, a equipe da Barra do Ceará também ainda tem chances remotas de classificação no regional.

No caso do Vovô, a partida contra os alagoanos vale a liderança de grupo e decisão em casa na fase seguinte. Pelo Estadual, uma disputa direta pela liderança na 2º fase com o Floresta, o que evitaria confronto antecipado em semifinal contra o Leão do Pici e vantagens em outras fases.

“Temos um documento assinado por jogadores pedindo o adiamento administrativamente ou judicialmente, caso precise, das partidas. A gente quer que os jogos tenham pelo menos 66 horas. E fiz contato com o Dr. Mauro (Carmélio) e não obtivemos resposta. Até terça-feira (hoje) pela manhã vamos esperar uma resposta. Caso o silêncio se mantenha, nós queremos que a coisa seja resolvida. Amanhã já estaremos entrando com o Ministério Publico do Trabalho”, disse Marcos Gaúcho.

A reportagem do Diário do Nordeste solicitou os documentos assinados ao sindicato, mas a entidade resolveu preservar o nome dos atletas solicitantes e preferiu manter o anonimato da solicitação.

As diretorias de Ceará e Ferroviário também foram procuradas para se manifestar sobre o caso e ambas não quiseram emitir posicionamento. No entanto, negaram que os clubes solicitaram mudança de datas.


Para o mesmo dia e horário, está marcado o jogo entre Ceará e Floresta. Time da Vila Manoel Sátiro não vê problema em adiar a rodada. Ceará não se pronunciou. (Foto: JL Rosa)

Fortaleza é contra

Já outro envolvido na questão, o Fortaleza, se colocou totalmente contrário a qualquer mudança. O presidente leonino, Marcelo Paz, foi enfático: “O Ferroviário está pleiteando a mudança para o jogo de quinta-feira, através do sindicato dos atletas. O mesmo sindicato que permitiu que o Ceará jogasse com jogadores iguais em jogos numa terça e na quinta. Então, eu sou totalmente contra essa mudança porque o campeonato, essa segunda fase era para ter terminado ontem (domingo).

Só passou para o dia 22 porque o próprio Ferroviário pediu que fosse adiado a 1ª rodada. E esse adiamento da primeira rodada fez toda uma mudança na tabela do campeonato. Não tem o menor sentido o Ferroviário pedir novamente que mude. A gente tem que respeitar o calendário, tem que respeitar o combinado. Isso afeta a credibilidade do nosso futebol”, disse o mandatário tricolor.

Outro agravante apontado pelo dirigente tricolor é a venda de ingressos, que já se iniciou.

“O jogo tem que ser quinta-feira e todos os jogos no mesmo horário. Os três jogos têm importância. Não podemos brincar de fazer campeonato, brincando de mudar a bel-prazer de quem quer que seja. Quem está nas suas competições tem que assumir os riscos de assumir a dificuldade de estar em mais de uma competição. Os ingressos já estão sendo vendidos, então seria um problema muito grande. Espero que a Federação seja firme e mantenha a tabela”, finalizou Marcelo Paz.

Pelo lado do Floresta, o time se manifestou sobre a questão e se manteve neutro. “Para o Floresta, o ideal seria o cumprimento da tabela na data planejada, entretanto, o clube não vê como um grande problema uma possível mudança do dia das partidas”.

Resposta

Sobre a afirmação do presidente Marcelo Paz, Marcos Gaúcho disse que conversou pessoalmente com o dirigente, explicando a situação das partidas do Ceará. “Na ocasião o Ceará mudou 90% dos atletas, mas tinha três jogadores que tinham atuado contra o Salgueiro. E eu conversei com cada atleta. A gente trabalha com o atleta. O Wescley disse que queria jogar, que precisava de ritmo, o Éverson também”, explicou.

A reportagem também procurou a Federação Cearense de Futebol (FCF) para comentar o caso e dar seu posicionamento, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.



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