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O governador Camilo Santana e a vice, Izolda Cela, estiveram na cerimônia de comemoração dos 10 anos da Educação Profissional. (Foto: Yago Albuquerque)

Educação Profissional no Ceará beneficia 52 mil estudantes.

Em 2008, havia 25 escolas no Estado, com 4.091 estudantes. Hoje, são 119. A meta do Governo é chegar a 160.

21/03/2018

Com a proposta de formar os anos finais da educação básica e capacitar os estudantes para o mercado de trabalho, as Escolas Estaduais de Educação Profissional (EEEPs) completam 10 anos de criação em 2018. Se elas eram 25 em 2008, com 4.091 estudantes, serão 119 na próxima quinta-feira, quando será inaugurada a unidade de Baturité. Ao todo, atualmente, as EEEPs beneficiam 52.571 alunos em 95 municípios cearenses. Segundo o governador Camilo Santana, a meta é chegar a 140 unidades com atendimento a mais de 60 mil pessoas.

Nas EEEPs, os 53 cursos oferecidos atualmente têm duração de três anos - integralizando 5.400h -, com funcionamento diário em tempo integral, das 7h às 17h. Conforme a Secretaria da Educação (Seduc), o currículo é composto por disciplinas da base nacional comum aliadas a componentes como Empreendedorismo, Projeto de Vida, Mundo do Trabalho e Formação para a Cidadania.

"Sou um árduo defensor do tempo integral, e a educação profissional vai além. Ela deixa o jovem com uma profissão, reunindo, além de um espaço físico adequado e moderno, toda uma grade que oferece opções dentro das vocações regionais e as demandas do mercado de trabalho do Estado", destacou Camilo Santana em solenidade de comemoração realizada ontem, no Centro de Eventos do Ceará.

Hoje, há mais 20 unidades de educação profissional em construção no Ceará. Para o secretário estadual da Educação, Idilvan Alencar, a ampliação das EEEPs é uma política pública "sólida e vitoriosa".

Por isso, o também presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) não recebeu bem a notícia de que o Governo Federal quer liberar até 40% da carga horária total do Ensino Médio para ser realizada à distância. Com a medida, os estudantes passariam até dois dias da semana fora da sala de aula. Já na Educação de Jovens e Adultos (EJA), a proposta seria ter 100% do curso à distância. "Eu me posiciono veementemente contrário. A interação professor-aluno, nessa etapa de ensino, é fundamental. Isso não foi pauta de discussão no Consed e eu não sei que caminho legal ela vai percorrer", declarou, afirmando que é uma decisão "excludente". "Quem perde são os mais pobres", disse.

Trabalho

Apesar dos avanços educacionais, um desafio permanente das EEEPs do Ceará ainda é ampliar as oportunidades de acesso à prática profissional. Durante o 3º ano do Ensino Médio, o Governo do Estado propicia um estágio curricular obrigatório com direito a bolsa remunerada. Hoje, 4,5 mil empresas são parceiras nos programas de promoção de estágio profissional, dando suporte a 15 mil estudantes.

"É sempre bom abrir o leque de parcerias", defende Idilvan Alencar. Além disso, segundo o secretário, um estudo feito pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fará a avaliação do impacto da educação profissional do Estado no mercado de trabalho, para obter "um feedback mais aproximado".



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