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Uma semana após a morte de Marielle Franco, o País ainda presta homenagens à carioca defensora dos direitos humanos e cobra a punição do caso. (Foto: AFP)

Caso Marielle: PSOL vai pedir escolta para parlamentares, após morte.

22/03/2018

Rio de Janeiro. O PSOL vai entrar nos próximos dias com um pedido formal à Secretaria de Segurança do Estado para que parlamentares e pré-candidatos com maior visibilidade possam contar com escolta e segurança particular.

O pré-candidato ao governo do Rio, Tarcísio Motta, e a também vereadora Talíria Perrone, de Niterói, estão entre os nomes que a legenda pretende apresentar à secretaria. Um dos políticos que já conta proteção do Estado é o deputado estadual Marcelo Freixo, que presidiu a CPI das Milícias, em 2008. Hoje, ele possui a escolta de policiais civis, divididos em três turnos. A equipe tem à disposição uma arma de grosso calibre, um fuzil, cedido pela polícia.

Ontem, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que a investigação sobre a morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes, será resolvida com "brevidade e seriedade".

As investigações terão o reforço de mais cinco promotores de Justiça. Policiais civis da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro estiveram, ontem, no local onde Marielle e Anderson foram assassinados. Eles fecharam uma das pistas da Rua Joaquim Palhares, no Estácio, e posicionaram uma viatura nos pontos onde o veículo estava quando os tiros foram disparados e onde o carro parou após Marielle e Anderson serem atingidos. Não se tratou de uma reconstituição do crime. Os agentes apenas esclareceram dúvidas que têm surgido com as investigações, já que a região não é monitorada por câmeras de segurança.

O PSOL protocolou também uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) onde pede a cassação do mandato parlamentar por abuso de prerrogativas asseguradas aos membros do Congresso.

O partido acusa o parlamentar de quebra de decoro por ter divulgado informações falsas sobre a vereadora.

A apreciação do processo de quebra de decoro parlamentar ficará a cargo de um colegiado que não costuma punir comentários e manifestações públicas de deputados, sob a alegação de que parlamentares têm o direito inviolável de manifestação pública de suas opiniões.

Já grupos culturais e movimentos sociais de luta antirracista marcharam, ontem, nas ruas do centro do Rio de Janeiro para marcar o Dia Internacional contra a Discriminação Racial.

Saindo do Cais do Valongo, na zona portuária, os participantes passaram por diversos pontos da cidade que se relacionam com a história da população negra. Ao longo do trajeto, houve declamações de poemas, performances e homenagens, uma delas à Marielle, que se destacava pela luta contra o racismo.



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