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Presidente da República não descarta mais verba para intervenção. (Foto: ABR)

Interventor: Temer minimiza desacordo com general Walter Braga Netto.

22/03/2018

Brasília/Rio de Janeiro. O presidente Michel Temer negou, ontem, na abertura da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, que haja "dissonâncias" entre ele e o interventor federal no Rio de Janeiro, general Walter Braga Netto, que inicialmente havia pedido mais recursos para o Estado do que a União vai dar.

Temer disse que há, ao contrário, "consonâncias" entre o governo federal e o interventor.

Ele também afirmou que, caso haja necessidade, ainda poderá destinar mais verbas para a intervenção no Rio.

"Noticiou-se muita coisa a respeito de dissonância, quando o que há é consonância entre o que o senhor interventor solicitou e o que a União está fazendo. Vou ao Rio de Janeiro hoje (ontem) à noite, já com essa verba ajustada e acordada de R$ 1 bilhão, e se necessário for alocaremos outras verbas para essa matéria", disse o presidente.

O presidente esclareceu que o dinheiro dado para o Rio pela União não pode ser usado, por exemplo, para o pagamento de salários atrasados, o que poderia fazer com que incorresse em crime de responsabilidade. Ele disse que o governo "sempre achou" que não deveria se meter nesse assunto, mas que, com uma ação integrada, será possível trazer "tranquilidade" para os brasileiros. Ontem, Temer se reuniu, no Rio, Braga Netto.

Ontem, o Gabinete de Intervenção Federal fez vistoria no Batalhão de Operações Especiais (Bope). O objetivo é verificar as condições de trabalho, ocorram semanalmente.

Já os ministros da Corte Especial do STJ, por unanimidade, acolheram pedido do Ministério Público Federal e arquivaram o inquérito que investigava o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Instaurado para apurar crimes contra a administração pública e de lavagem de dinheiro, o inquérito foi mantido em relação aos demais indiciados, devendo seguir seu curso na 13.ª Vara Federal de Curitiba, por ausência de foro privilegiado dos investigados.



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