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Tanque é usado no patrulhamento da Vila Kennedy, na zona oeste da cidade, que serviu de laboratório para a intervenção federal na segurança do Rio. (Foto: AFP)

Nova Onda de Violência: Exército reforçará patrulhamento no Rio.

A partir de hoje, a área de atuação militar vai ser ampliada para outras regiões da capital fluminense.

27/03/2018

Rio de Janeiro. O Comando Militar do Leste (CML) anunciou que a partir de hoje as Forças Armadas vão reforçar o patrulhamento nas áreas de grande circulação de pessoas do Rio.

Em nota, o Comando Conjunto afirmou que homens do Exército vão atuar em parceria com policiais militares e integrantes da Força Nacional nas zonas Sul, Norte e Centro da cidade.

Agentes da Guarda Municipal também vão reforçar o patrulhamento, numa parceria entre o Gabinete de Intervenção Federal e a Prefeitura do Rio. "Também é dado prosseguimento, pelas Forças Armadas, ao reforço de patrulhamento na Comunidade Vila Kennedy", citou a nota.

Na semana passada, os militares anunciaram que as forças integradas de segurança devem deixar definitivamente a comunidade de Vila Kennedy. Deve ser daqui a duas ou três semanas, informou o coronel Carlos Frederico Cinelli, chefe de comunicação do CML.

Há quase um mês, homens das Forças Armadas entraram na comunidade. No dia 7 de março, o interventor, general Braga Netto, afirmou que a experiência na Vila Kennedy seria usada como modelo para a intervenção na segurança do estado.

Enquanto isso, o Rio registrou novos casos de violência: ontem, criminosos trocaram tiros na região da Praça Seca, zona oeste. A cena foi flagrada pelo helicóptero da TV Globo. As imagens mostraram homens fortemente armados fugindo da Comunidade Bateau Mouche em direção à Comunidade da Chacrinha.

O vídeo registrou homens armados sentados no porta-malas de carros, enquanto outros fugiam a pé. Alguns andavam calmamente segurando fuzis.

A região das comunidades Bateau Mouche e Chacrinha é palco de constantes conflitos entre traficantes e milicianos desde dezembro de 2017, quando uma milícia que dominava a favela Bateau Mouche se dividiu por conta de divergências.

Além dos milicianos, facções de traficantes também disputam o controle da região.

Já os tiros que mataram os cinco jovens em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, no domingo, partiram de uma mesma arma. A principal linha de investigação é de que ele tenha sido praticado por milicianos.

Os homicídios ocorreram em um condomínio do "Minha casa, minha vida" em Itaipuaçu, bairro na orla de Maricá. No local, o clima é de apreensão e medo.

Rocinha

No domingo, uma pessoa foi morta a tiros na Rocinha. Era um traficante armado que estava em confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Um fuzil foi apreendido. A favela vive dias violentos.

Já o pai de Matheus da Silva Duarte Oliveira, de 19 anos, morto ao ser baleado durante uma operação policial na Rocinha, no sábado, fez um desabafo durante o enterro do filho, ontem.

Além de Matheus, outros sete homens morreram.

"Quero só que o Estado me dê uma resposta sobre quem matou meu filho",afirmou o cobrador. A Delegacia de Homicídios abriu seis inquéritos para investigar.

Numa iniciativa rara, sete relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) se uniram para emitir um comunicado duro contra as autoridades brasileiras, pedindo que a intervenção federal no Rio seja repensada e exigindo respostas diante do assassinato de Marielle Franco, vereadora carioca do PSOL.



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