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Após décadas de desmatamentos e queimadas, o Ceará vem perdendo áreas verdes, contando, hoje, com apenas 57% da vegetação nativa. (Foto: Cid Barbosa)

Preservação da Caatinga: Bioma é tema de encontro no Ceará.

28/03/2018

Fortaleza. Em decorrência de décadas de desmatamentos e queimadas, o Ceará vem perdendo, cada vez mais, importantes áreas verdes, contando hoje com apenas 57% de sua vegetação nativa, segundo inventário florestal realizado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Essas ações são causas diretas do processo de desertificação por qual passa o Estado, sendo esse um dos problemas a serem debatidos na II Conferência da Caatinga, evento que acontece de 19 a 21 de junho, mas que teve lançamento oficial realizado ontem, na Assembleia Legislativa do Ceará.

Com o tema "Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade", o objetivo do evento é colocar em discussão os problemas em torno do Bioma Caatinga, tendo como ênfase, além da desertificação, formas de sustentabilidade, a crise hídrica e o longo período de seca no Ceará. Os avanços e desafios relativos aos compromissos assumidos pelos estados na I Conferência da Caatinga, em 2012, serão avaliados durante o evento deste ano.

A meta é que se proponham estratégias para o desenvolvimento humano e a sustentabilidade da Caatinga e da sua população, tendo como referência os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos por lideranças mundiais junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

"Vamos identificar as ações daquilo que não deu certo de 2012 para cá e avançarmos. Das 17 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, seis estão diretamente relacionados ao nosso bioma, então vamos avaliar as políticas que estão sendo desenvolvidas pelos estados e ver quais são as boas experiencias que possam estar em consonância com esses objetivos", disse o secretário-executivo do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos (CAEAE) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Mailson Cruz.

Para o secretário estadual de meio ambiente, Artur Bruno, uma questão a ser tratada é como ter um desenvolvimento econômico e ao mesmo tempo garantir uma sustentabilidade. "Temos que utilizar a nossa natureza para gerar emprego e renda e, ao mesmo tempo, garantir que essa natureza permaneça. A Caatinga ainda é muito utilizada, mas temos feito um esforço para diminuir o uso dessa lenha, temos utilizado a insolação, os ventos que nós temos para a produção de energias renováveis. Isso é importante e tem consequência para diminuir o aquecimento global", diz.



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