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Deputado Odilon Aguiar foi o primeiro a trocar de partido, mas não vai mais disputar mandato, (Foto: José Leomar)

Retardatários: Alguns estão querendo ter ajudas para as campanhas.

03/04/2018

As articulações entre os partidos em torno das alianças que serão formalizadas nas eleições deste ano e de quais deles integrarão o chamado "blocão" da base governista estão sendo difíceis para alguns deputados, principalmente aqueles que têm menor poder de voto. Pelo menos cinco parlamentares na Assembleia vão aguardar até o prazo final da "janela partidária" - na próxima sexta-feira (6) - para anunciarem suas mudanças.

Além da questão da coligação proporcional, vários deputados estão aguardando a oferta de vantagens para trocarem de siglas, como ajuda financeira para a campanha ou colégio eleitoral para complementação de suas prováveis votação.

Até o momento, oito deputados estaduais já anunciaram o embarque em novas agremiações. O deputado Odilon Aguiar foi o primeiro a "abrir" o caminho, no início de março, migrando do PMB para o PSD, presidido pelo seu aliado, o deputado federal, Domingos Neto. O deputado Capitão Wagner, ex-PR, agora, faz parte do PROS, juntamente com o deputado Roberto Mesquita, que integrava o PSD. O deputado Osmar Baquit foi outro que também deixou os quadros do PSD e partiu para o PDT. Heitor Férrer também mudou de agremiação, indo do PSB para o Solidariedade.

Desfiliação

Outros ainda não assinaram a ficha de filiação, mas já têm a troca de legenda dada como certa, como é o caso do deputado Tin Gomes, atualmente no PHS, que ingressará no PDT na próxima sexta-feira (6). O deputado Gony Arruda, ainda sem dia certo, deve oficializar a troca do PSD pelo PP.

Está sendo aguardado também para a próxima quinta (5) o ingresso da deputada estadual Fernanda Pessoa e de seu pai, o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, no PSDB. A parlamentar se desfiliou do PR junto com o seu grupo político.

Enquanto uns já decidiram sobre seu destino partidário, outros ainda estão incertos e aguardam definições com relação ao pleito de outubro próximo. O que envolve, principalmente, o cenário em torno das coligações que deverão ser formalizadas e como cada partido deverá participar desse processo.

A deputada Silvana Oliveira (MDB), que negocia embarque no PP, diz que prefere esperar para ver como os partidos "grandes" vão se arranjar e a previsão de quais deles irão para o "blocão". Essa é uma das táticas costurada com todos os partidos da base do governador Camilo Santana (PT) para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa.

Segundo governistas, o MDB é um dos "grandes" partidos que farão parte desse "blocão", junto com outros da base aliada na Assembleia, o que deverá elevar a média de votos a ser alcançada pelos candidatos dessas legendas, para serem eleitos na coligação. Essa aliança com o MDB ocorre por conta da aproximação do senador Eunício Oliveira com Camilo Santana.



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