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O ministro do Supremo avaliou que, mesmo após decisão, a "pacificação total" do País levará tempo. (Foto: STF)

Gilmar Mendes: imagem do País é afetada.

04/04/2018

Lisboa. O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou, em Lisboa, que não espera um aumento da polarização no Brasil diante do resultado do julgamento do pedido de habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula. Ele garantiu que chegará a tempo para participar da sessão no STF.

O ministro também destacou que a condenação de um ex-presidente é negativo para a imagem do país, ainda que possa "fortalecer" as instituições.

"Eu tenho a impressão de que um lado, mancha. Sem dúvida nenhuma, há prejuízos para o Brasil pelo menos no curto prazo. A médio e a longo prazo, eu acho que isso é positivo, porque há um quadro de corrupção que está sendo combatido. O Brasil, acho que está fazendo o seu dever de casa", disse o ministro do Supremo Tribunal Federal.

Ainda assim, na análise de Gilmar Mendes, levará tempo para uma pacificação total no País.

"A decisão é vital para a pacificação, que não será de imediato. Não acredito no aumento de conflitos. Aqui e acolá haverá uma escalada, palavras de ordem mais duras dos grupos que lutam, mas não me parece que haverá uma elevação. Qualquer que seja o resultado, pela execução de prisão em segundo grau, ou pela não execução, haverá uma acomodação pacífica".

Apesar das recentes manifestações pró e contra o ex-presidente Lula, e a crescente pressão sobre os ministros do STF, Gilmar acredita que os ânimos não ficarão exaltados por muito tempo. O próprio ministro foi xingado nas ruas de Lisboa.

O ministro ainda comentou os pedidos feitos por entidades de juízes e procuradores sobre a votação do STF, pedindo a mudança ou manutenção do entendimento sobre a prisão em segunda instância.

"O Brasil é tão grande e são quatro mil juízes, procuradores e coisas do tipo. Ainda que fossem todos, não muda nada, porque o sistema não funciona desta maneira. Se fosse assim, abria-se o Maracanã a procuradores e juízes e eles votavam. Mas não é assim", disse Gilmar.



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