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Último banco a acompanhar o corte da Selic, a Caixa deve reduzir sua taxa de juros no crédito imobiliário, mas ela não voltará a ser a mais atrativa. (Foto: Alex Pimentel)

Anúncio em Breve: "Caixa terá nova taxa de juros no crédito imobiliário".

10/04/2018

São Paulo. A Caixa Econômica Federal vai reduzir ainda neste mês os juros do crédito imobiliário que utiliza recursos da caderneta de poupança. O corte, no entanto, não levará o banco a oferecer, novamente, as taxas mais baixas do mercado. "Não podemos botar banca se não tivermos condição", disse Nelson Antônio de Souza, novo presidente da instituição financeira, durante o Summit Imobiliário Brasil 2018. Foi sua primeira entrevista desde que assumiu o comando do banco há uma semana no lugar de Gilberto Occhi, que foi deslocado para o Ministério da Saúde.

O movimento da Caixa de cortar os juros para o financiamento da casa própria vem com atraso em relação aos concorrentes privados que começaram a reduzir as taxas à medida em que o Banco Central cortou a Selic, taxa básica de juros. Entre os maiores bancos, a Caixa é o único que ainda cobra juros de dois dígitos no crédito imobiliário.

A redução já estava em estudo na gestão de Occhi, mas foi impulsionada com a recente decisão do BC de diminuir os depósitos compulsórios - dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parado no Banco Central, sem poder usar para novos empréstimos, por exemplo.

"Vamos anunciar (a redução de juros) o mais breve possível. Nesta semana já não dá mais, mas ainda em abril nós queremos divulgar a nova taxa de juros da Caixa no crédito imobiliário", disse Souza. "Eu diria que a Caixa vai ter taxas compatíveis ao mercado. Não gosto muito de dizer que é a menor. Nós só podemos botar banca se tivermos condições", frisou, quando questionado se o banco voltaria a oferecer as taxas mais atrativas do mercado.

Gestão

Considerando que deve ficar pouco tempo à frente do banco, já que o Governo deve mudar nas próximas eleições, Souza toma como prioridade dar continuidade ao trabalho que Gilberto Occhi vinha fazendo. Ele ressalta que esse trabalho permitiu um lucro considerável ao banco no ano passado, de R$ 12,5 bilhões (no critério ajustado).

"Mas eu diria que trabalhar em áreas que tenham um balanço social forte, que é o caso da habitação. Vejo também que as PPPs (parcerias público privadas) são outra saída que podemos chegar, mas não sei se teríamos um resultado já em 2018. E sempre colocando esses produtos para setores que gerem emprego e renda", destacou Souza.

"Esse é o foco. Em harmonia com o Conselho de Administração sob o ponto de vista de utilizar uma política de governo sem, contudo, abrir mão da governança e da consistência de resultados econômicos e financeiros da Caixa", arremata ainda Nelson Souza.



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