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José Yunes, amigo de Michel Temer, ficou três dias presos no mês passado por ordem do STF. (Foto: Folhapress)

"Quadrilhão do PMDB": Juiz nega prisão preventiva de Yunes e coronel Baptista.

12/04/2018

Brasília. O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara da Justiça Federal de Brasília, negou, ontem, pedido de prisão preventiva de José Yunes e do coronel aposentado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, dois amigos do ex-presidente Michel Temer. O pedido negado abrangia ainda os peemedebistas Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves, Rodrigo Rocha Loures, além do ex-assessor parlamentar Altair Alves Pinto.

O pedido de prisão foi feito tendo como base o inquérito do "quadrilhão do PMDB", no qual todos eles se tornados réus. O Ministério Público Federal (MPF) sustenta a possibilidade de uma candidatura de Temer à reeleição como um dos argumentos para o pedido de prisão.

"Demais disso, há notícias recentes no sentido de que o líder da organização criminosa do "PMDB da Câmara", Michel Temer, pretende candidatar-se à reeleição presidencial este ano, a fim de se manter na posição de elevado poder em que se encontra e garantir a perpetuação do grupo criminoso no controle central da máquina estatal federal", afirmou o MPF no pedido.

Reeleição

O juiz argumentou que não há como "presumir" a prática de crimes em uma eventual candidatura de Temer. "Afirmar que a anunciada candidatura de Michel Temer à Presidência da República (reeleição) importe na permanência da empresa criminosa e na prática de ilícitos penais por parte dos requeridos demanda a indicação de fatos atuais (contemporâneos) nesse sentido, circunstância que não se verificou", afirmou Marcos Vinicius, em sua decisão.

Yunes e Lima foram presos de forma temporária, por três dias, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) no mês passado, tendo como base o inquérito que apura irregularidades no decreto dos Portos editado por Temer. Eles foram soltos após prestar depoimento.

Na última segunda-feira, o juiz Reis Bastos, o mesmo que ontem negou a prisão preventiva dos envolvidos, aceitou a denúncia oferecida pelo MPF contra nove pessoas acusadas de atuar no chamado "quadrilhão do PMDB". O caso é um desdobramento da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB), que foi rejeitada pela Câmara do Deputados no ano passado.

Na denúncia, o MPF afirma que o coronel Lima tinha na organização o papel de "auxiliar os demais integrantes do núcleo político na arrecadação da propina, em especial seu líder, Michel Temer". O Palácio do Planalto afirmou em nota que "todas as atribuições do coronel João Batista Lima Sobrinho em campanhas do presidente Michel Temer sempre foram pautadas pela legalidade, lisura e correção".

As defesas dos acusados negam as acusações feitas pelo Ministério Público Federal.



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